Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades militares da Ucrânia declararam nesta terça-feira que já identificaram 500 alvos para o caso de um ataque da Bielorrússia, declarações que contrastam com as do presidente Volodimir Zelenski, que afirmou ainda hoje que seu país nunca representou qualquer “ameaça” para o vizinho.
“Os primeiros 500 alvos já estão marcados. Um conselho gratuito e muito prático: não olhe a Ucrânia nos olhos”, interpelou diretamente o comandante das Forças Armadas ucranianas Robert Brovdi — popularmente conhecido como ‘Magyar’ devido à sua origem húngara — ao presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.
Brovdy, que lidera um batalhão encarregado do ataque com drones, referiu-se a Lukashenko com o termo “gauleiter”, com o qual os nazistas designavam os líderes regionais. “Cão que late não morde”, escreveu ele nas redes sociais, em uma mensagem na qual exorta o povo ucraniano a permanecer alerta.
As declarações chegam no mesmo dia em que Minsk denunciou que “todos os dias” são frequentes os incidentes com drones ucranianos na fronteira que, em alguns casos, não são meros acidentes, mas tentativas deliberadas de atacar infraestruturas, em meio a um aumento das advertências entre as partes.
Em um encontro nesta terça-feira com a opositora bielorrussa no exílio Svetlana Tijanovskaya, Zelenski garantiu que a Ucrânia não representa uma “ameaça” para a Bielorrússia e acusou Lukashenko de se deixar arrastar pelo presidente russo, Vladimir Putin, para a guerra.
Na semana passada, a Bielorrússia e a Rússia realizaram exercícios militares conjuntos, nos quais Moscou forneceu munição nuclear. Lukashenko enfatizou que não há qualquer intenção de lutar contra ninguém, a menos que a segurança do Estado bielorrusso esteja em risco.
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