Publicado 20/05/2025 05:46

Ucrânia adverte que "o status quo não mudou" após ligação entre Trump e Putin

07 de maio de 2025, Ucrânia, Maryinka: Vista geral de um prédio danificado por um ataque de drones russos em grande escala na cidade de Maryinka. Foto: Dmitry Yagodkin/TASS via ZUMA Press/dpa
Dmitry Yagodkin/TASS via ZUMA Pr / DPA

MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -

O principal assessor da presidência ucraniana, Mikhail Podoliak, advertiu que a conversa telefônica entre os presidentes dos EUA e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, não resultou em nenhum progresso prático por enquanto e "o 'status quo' não mudou".

Assim, enquanto Kiev continua a pedir um cessar-fogo "imediato e incondicional", "a única opção realista para sair da guerra", nas palavras de Podoliak, "a posição da Rússia não mudou".

"Ela ainda busca a guerra, a destruição e os assassinatos, acreditando que são a única maneira de preservar o estado atual", denunciou o conselheiro em uma mensagem nas redes sociais na qual voltou a criticar Moscou por sua falta de compromisso com uma solução negociada e sua "obsessão" com desculpas para justificar a invasão que começou em fevereiro de 2022.

Nesse cenário, segundo Podoliak, "a Europa apoia totalmente a Ucrânia" e "os Estados Unidos se posicionam como um mediador global", mesmo que isso signifique que Trump ainda veja Putin como "capaz de negociar e disposto a acabar com a guerra em nome de seus interesses comerciais e estratégicos".

Trump e Putin conversaram por duas horas na segunda-feira e, depois de desligar o telefone, a Casa Branca anunciou a abertura "imediata" de negociações de cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chegou a sugerir a Turquia, o Vaticano ou a Suíça como possíveis locais de diálogo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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