Europa Press/Contacto/Marianna Kotyk
MADRID, 28 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, advertiu nesta terça-feira o Irã para que se abstenha de oferecer “qualquer apoio” à Rússia no conflito com a Ucrânia, em uma conversa telefônica com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, na qual defendeu seu objetivo de “contrariar a agressão russa”.
“Liguei para o ministro das Relações Exteriores do Irã (...) para manter uma conversa franca. A diplomacia consiste no diálogo direto, mesmo quando isso se mostra difícil (...) Enfatizei a necessidade de se abster de qualquer medida que agrave a situação, bem como de pôr fim a qualquer apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia”, indicou em suas redes sociais.
“Essa guerra é ilegal e deve acabar”, reforçou.
Sibiga destacou que Kiev deseja “evitar uma escalada desnecessária” e que “todas as ações da Ucrânia têm como único objetivo defender o país da agressão russa”. “Nosso objetivo é combater a agressão russa, que é a causa fundamental de todos os incidentes, e é a Rússia quem assume toda a responsabilidade por todas as provocações e pelas vítimas”, reiterou.
Nesse sentido, o ministro garantiu ao seu homólogo iraniano que as forças ucranianas “em nenhum momento tiveram a intenção de atacar navios civis nem a população civil”, declarações essas que surgem depois que Teerã denunciou um ataque lançado por Kiev no último sábado contra um cargueiro iraniano no Mar Cáspio, que matou um marinheiro, e garantiu que o ato não ficaria “impune”.
“Nossa posição continua a mesma: a Europa e o Oriente Médio merecem estabilidade, segurança e paz”, afirmou Sibiga, enquanto Araqchi limitou-se a anunciar a ligação telefônica sem dar mais detalhes.
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