Publicado 28/07/2026 15:52

A Ucrânia adverte o Irã para que se abstenha de prestar “qualquer tipo de apoio” à Rússia na guerra

Afirma que os civis não são seu alvo, após atacar um cargueiro iraniano no Mar Cáspio no último fim de semana

16 de julho de 2026, Kiev, Ucrânia: O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, participa de uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da República da Turquia, Hakan Fidan, após a reunião entre os dois, em
Europa Press/Contacto/Marianna Kotyk

MADRID, 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andri Sibiga, advertiu nesta terça-feira o Irã para que se abstenha de oferecer “qualquer apoio” à Rússia no conflito com a Ucrânia, em uma conversa telefônica com seu homólogo iraniano, Abbas Araqchi, na qual defendeu seu objetivo de “contrariar a agressão russa”.

“Liguei para o ministro das Relações Exteriores do Irã (...) para manter uma conversa franca. A diplomacia consiste no diálogo direto, mesmo quando isso se mostra difícil (...) Enfatizei a necessidade de se abster de qualquer medida que agrave a situação, bem como de pôr fim a qualquer apoio à guerra da Rússia contra a Ucrânia”, indicou em suas redes sociais.

“Essa guerra é ilegal e deve acabar”, reforçou.

Sibiga destacou que Kiev deseja “evitar uma escalada desnecessária” e que “todas as ações da Ucrânia têm como único objetivo defender o país da agressão russa”. “Nosso objetivo é combater a agressão russa, que é a causa fundamental de todos os incidentes, e é a Rússia quem assume toda a responsabilidade por todas as provocações e pelas vítimas”, reiterou.

Nesse sentido, o ministro garantiu ao seu homólogo iraniano que as forças ucranianas “em nenhum momento tiveram a intenção de atacar navios civis nem a população civil”, declarações essas que surgem depois que Teerã denunciou um ataque lançado por Kiev no último sábado contra um cargueiro iraniano no Mar Cáspio, que matou um marinheiro, e garantiu que o ato não ficaria “impune”.

“Nossa posição continua a mesma: a Europa e o Oriente Médio merecem estabilidade, segurança e paz”, afirmou Sibiga, enquanto Araqchi limitou-se a anunciar a ligação telefônica sem dar mais detalhes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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