Publicado 08/04/2025 09:29

UCM por la Pública pede "subfinanciamento" das universidades e "repressão" dos protestos

Dezenas de professores e alunos se reúnem em frente ao escritório do reitor da UCM depois de passar a noite em um bloqueio voluntário.

Professores e alunos da universidade vão para a Faculdade de Matemática da Universidade Complutense de Madri para um lock-in acordado em 7 de abril de 2025 em Madri.
PAU ALEMANY

MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -

A associação UCM por la Pública (UCM pelo Público) protestou na terça-feira contra o "subfinanciamento público que levou as universidades ao vermelho" e a "repressão ao movimento estudantil" através das "medidas mais severas que o governo regional quer reforçar" na nova Lei de Educação Superior, Universidades e Ciência (LESUC), que ainda está sendo processada.

Dezenas de estudantes e professores se reuniram no início desta manhã em frente à reitoria da Universidade Complutense de Madri (UCM) depois de passar a noite voluntariamente trancados na Faculdade de Matemática da Complutense, onde elaboraram em conjunto um manifesto no qual apontam as principais questões que mais os preocupam.

"A Comunidade de Madri, como resultado das políticas de austeridade, dedicou-se a sufocar as universidades públicas. Não há meios para cobrir as necessidades de garantir ensino, pesquisa e infraestruturas de qualidade", afirmaram no texto, onde também protestaram contra a "proliferação sistemática de universidades privadas" e a "privatização do ensino".

Essa situação é agravada pelo projeto de Lei sobre Ensino Superior, Universidades e Ciência, que "visa expandir os poderes do Conselho Social, o que aumentará o poder e o controle que as empresas privadas têm sobre ele e minará a autonomia das universidades". "Isso força as universidades a implorar por financiamento privado, criando fundos de investimento, institucionalizando o subfinanciamento e submetendo a capacidade econômica das universidades aos interesses empresariais", continuaram.

"REPRESSÃO AO MOVIMENTO ESTUDANTIL

Com relação à repressão dos protestos, o manifesto apontou o dedo para os governos central e regional. "O governo central estabeleceu a Lei de Coexistência Universitária (LCU) como uma estrutura repressiva geral rigorosa. O governo regional, por sua vez, pretende reforçar esses mecanismos, estabelecendo um novo regime de sanções que visa expressa e especialmente a repressão do movimento estudantil com medidas mais severas", lamentaram.

Além disso, eles também acusaram os reitores de "dançar ao som de um governo ou de outro". "Os partidos parlamentares são cúmplices e responsáveis por essa situação. Não aceitamos suas migalhas", disseram.

Por todos esses motivos, além de um melhor financiamento e do fim da "repressão" aos protestos, no manifesto eles pediram "a paralisação do projeto de lei LESUC, a expulsão das empresas privadas da universidade, que a universidade não exclua ninguém e a construção de uma universidade gratuita, universal e de qualidade".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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