Publicado 10/11/2025 09:58

Tusk defende mais ajuda à Ucrânia: "Se ela perder a guerra, a situação da Polônia será muito pior".

Archivo - Arquivo - Primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk.
Gaetan Claessens/European Counci / DPA - Arquivo

MADRID 10 nov. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, insistiu na segunda-feira que a Polônia deve manter o curso e aumentar a ajuda militar à Ucrânia diante da agressão russa, alertando sobre as graves consequências para Varsóvia se a Ucrânia perder a guerra.

"Devemos nos concentrar em ajudar a Ucrânia, porque se ela perder a guerra, a situação da Polônia mudaria radicalmente para pior. Mas aqui também sou moderadamente otimista: não há nenhuma razão objetiva para a Ucrânia perder", disse o chefe de governo polonês em uma extensa entrevista ao jornal 'Gazeta Wyborcza'.

Um dia antes da celebração da independência da Polônia após a restauração da soberania polonesa em 1918, Tusk disse que a guerra em larga escala na Ucrânia mostra que a "crise terrível" não é apenas uma ameaça, mas também uma oportunidade geopolítica para a Polônia, que "por muitas razões, é um país-chave" nesse contexto.

"Devemos aproveitá-la estrategicamente, com uma perspectiva de longo prazo. Entendo esse cansaço ou até mesmo irritação: em nenhum lugar do mundo, com um número tão grande de refugiados, conflitos de interesse ou choques emocionais são evitados. Mas o que consideramos um grande sacrifício é também nosso grande ganho: é do interesse da Polônia ter boas relações com a Ucrânia", apostou.

Por esse motivo, Tusk argumentou que o "futuro geopolítico" da Polônia depende de a Ucrânia não perder a guerra e de Varsóvia conseguir superar a desconfiança histórica entre poloneses e ucranianos. "Construir relações fortes, amistosas e de parceria com uma Ucrânia soberana, é claro, cuidando de nossos interesses, é uma grande oportunidade para a Polônia", disse ele.

DEFENDE RESPOSTA A 19 DRONES QUE SOBREVOAVAM A POLÔNIA

Em relação às manobras da Rússia e da Bielorrússia contra países europeus além da Ucrânia, como a incursão de drones que a Polônia sofreu no início de setembro, o líder polonês considerou esse incidente como "um ponto de virada" no conflito, defendendo a decisão de abater a aeronave não tripulada.

"Não foi fácil. Ninguém quer exagerar e provocar acidentalmente uma terceira guerra mundial. Mas não temos dúvidas de que ceder às provocações não leva a nada de bom", disse ele. "Agora eles entendem que nossa avaliação, de que a Rússia, de certa forma, está lutando contra todo o Ocidente, estava correta", disse ele.

Nesse sentido, ele indicou que o envio de 19 drones é "um ato hostil" e "até mesmo um ato de agressão". "A guerra que a Rússia está travando contra nós é muito mais sofisticada do que era há pouco tempo", disse ele, observando que há uma compreensão crescente por parte dos aliados "ocidentais" da ameaça representada pela Rússia além da guerra na Ucrânia.

Tusk insistiu que as hostilidades do presidente russo Vladimir Putin contra os países ocidentais também têm um componente intenso nas sociedades europeias. "É lá que isso está acontecendo de forma mais espetacular. Putin tem ferramentas que podem destruir a UE como uma organização e também a Europa como um fenômeno cultural. Essas ferramentas são as 'quintas colunas' russas, que estão presentes em todos os países europeus", alertou.

Ele defendeu a importância das alianças internacionais, como a OTAN, para enfrentar as manobras de Moscou, ressaltando que, graças a essa estrutura, a Polônia coopera com "alemães, ucranianos, tchecos e suecos". "Com todos eles, tivemos conflitos e agora estamos lado a lado, armando-nos juntos, treinando juntos e com um inimigo comum claramente definido", afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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