Europa Press/Contacto/Fot. Tedi/Newspix.Pl
MADRID 27 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, afirmou que o país deve aprender com sua história e forjar “alianças confiáveis” que dissuadam “possíveis agressores”, antes de viajar ao Reino Unido para a assinatura de um tratado com o Reino Unido voltado para o fortalecimento das relações políticas e de segurança.
“A história nos ensina, e a geografia nos demonstra de forma especialmente dolorosa, que a Polônia deve forjar alianças confiáveis que, acima de tudo, dissuadam possíveis agressores. Alianças que se traduzam em ações concretas antes de um possível conflito, para evitar uma ameaça direta”, declarou o primeiro-ministro polonês em declarações antes de viajar para Londres, divulgadas pela agência PAP.
Segundo ele antecipou, o tratado estabelecerá um marco entre a Polônia e o Reino Unido “para a cooperação militar, na indústria de armamentos e em segurança cibernética”.
Tusk reiterou que a Rússia é uma “ameaça estratégica de longo prazo para a Polônia, o Reino Unido e a OTAN”, algo que está previsto no tratado a ser assinado nesta quarta-feira em Northolt, localidade em um distrito de Londres que abriga um memorial aos aviadores poloneses que morreram defendendo o Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial.
“Isso não é nada de novo em termos de nossa experiência e nosso conhecimento do que acontece no mundo, mas constitui um avanço significativo em termos de uma motivação política, explicitamente definida, para a cooperação militar e de defesa entre a Polônia e o Reino Unido”, afirmou o líder polonês.
PILAR POLONÊS-BRITÂNICO NO SEIO DA OTAN
Tusk destacou que o tratado estabelece as bases para uma cooperação polaco-britânica que “deve ser o núcleo da cooperação da OTAN”. “Para nós, a OTAN é, naturalmente, a organização na qual essa cooperação terá lugar”, afirmou.
Sobre se a assinatura desse tipo de tratado — o do Reino Unido se soma a outro semelhante com a França — visa proteger a Polônia, Tusk enfatizou que “independentemente da resposta da OTAN como um todo, podemos contar com o fato de que tanto a França quanto o Reino Unido responderão rapidamente diante de uma ameaça”.
De qualquer forma, ele insistiu que esse tipo de aliança “não substitui nem complementa a OTAN”, mas representa um passo na compreensão de Varsóvia da “nova geopolítica”, com os planos dos Estados Unidos de reduzir sua presença na Europa.
“Dado que nosso aliado mais importante acredita que a Europa deve assumir uma maior responsabilidade pela sua própria segurança, a Polônia, como aliada leal e país consciente da importância da segurança, fez esse esforço”, explicou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático