Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski Forum
MADRID 23 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, chamou de "traição" o fato de o candidato presidencial Karol Nawrocki ter rejeitado a eventual adesão da Ucrânia à OTAN e o repreendeu por tentar "agradar" o ex-candidato de extrema-direita Slawomir Mentzen para ganhar seu apoio.
"Se um candidato presidencial polonês, que na realidade só quer agradar ao Sr. Mentzen, diz que a Polônia nunca aceitará a adesão da Ucrânia à OTAN, não há termo melhor para o que ele fez do que traição", disse ela.
Esse "é um dos maiores escândalos desta campanha", disse o primeiro-ministro em uma entrevista à TVN24, na qual ele enfatizou que a entrada da Ucrânia na Aliança é essencial do ponto de vista da segurança do Estado polonês.
"A última coisa que a Polônia deve fazer é cumprir ou apoiar as exigências da Rússia", disse Tusk, que também defendeu a dissuasão dos Estados Unidos da ideia de que as aspirações atlantistas da Ucrânia desencadearam a guerra.
Tusk estava se referindo ao apoio de Nawrocki a uma declaração de oito pontos elaborada por Mentzen, que incluía um compromisso do futuro presidente da Polônia de não apoiar o envio de militares poloneses para a Ucrânia ou a entrada da Ucrânia na OTAN.
No primeiro turno das eleições, o candidato do partido governista, o prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, obteve 31,1% dos votos, enquanto o candidato do Lei e Justiça (PiS) obteve 29,5% dos votos.
A surpresa do primeiro turno foi o candidato de extrema direita Mentzen, que, apesar de sua ascensão na campanha, teve de se contentar com o terceiro lugar, com 14,8% dos votos. No entanto, ele surgiu como uma peça-chave no segundo turno em 1º de junho, prometendo seu apoio em troca de uma série de exigências.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático