Publicado 03/02/2026 10:24

Tusk aponta para o envolvimento da "KGB russa" na trama de pedofilia de Epstein

27 de janeiro de 2026, Varsóvia, Varsóvia, Polônia: 27.01.2026 VARSÓVIA... REUNIÃO SEMANAL DO CONSELHO DE MINISTROS... REUNIÃO DO GOVERNO... 27/01/2026 VARSÓVIA...REUNIÃO SEMANAL DO CONSELHO DE MINISTROS - REUNIÃO DO GOVERNO POLONÊS..GOVERNO..N/Z..DONALD
Europa Press/Contacto/Damian Burzykowski

MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta terça-feira que os serviços de inteligência russos estariam envolvidos na rede de pedofilia ligada ao empresário e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

“Cada vez mais comentaristas e especialistas supõem que é muito provável que se trate de uma operação da KGB russa, a chamada ‘honey trap’, uma doce armadilha tendida às elites do mundo ocidental, principalmente dos Estados Unidos”, afirmou o líder polonês em declarações antes de uma reunião do conselho de ministros, segundo a emissora Polskie Radio.

Nesse sentido, Tusk apontou que cada vez mais a imprensa internacional aponta para o papel da Rússia na trama, enfatizando que o “escândalo pedófilo sem precedentes foi coorganizado pelos serviços especiais russos”.

Precisamente, a reunião do gabinete polonês irá acordar uma equipe de trabalho específica para tratar dos possíveis tentáculos da trama no país, depois que nos documentos do falecido pedófilo apareceram países do leste europeu como local de captação de vítimas.

Tusk afirmou que o Estado polonês não permitirá que nenhum possível caso de abuso de crianças polonesas seja minimizado e adiantou que as autoridades tomarão medidas para que os responsáveis sejam efetivamente processados, indicando que, se necessário, Varsóvia solicitará aos Estados Unidos acesso aos arquivos que não foram revelados e que “possam se referir a possíveis vítimas polonesas ou vestígios poloneses” no caso.

“Solicitarei aos promotores e aos serviços especiais uma análise muito detalhada, rápida e rigorosa, arquivo por arquivo, de cada documento que esteja atualmente disponível ao público”, afirmou, após a publicação pelo Departamento de Justiça dos arquivos de Epstein aprovados pelo Congresso.

Epstein foi preso em julho de 2019 por acusações de abuso sexual e tráfico de dezenas de crianças no início dos anos 2000. O magnata, que chegou a conviver com personalidades como o príncipe Andrés da Inglaterra — irmão de Carlos III —, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou o ex-presidente Bill Clinton, foi encontrado enforcado em sua cela apenas um mês após sua prisão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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