Publicado 24/04/2026 06:28

Tusk afirma que os líderes ficaram "aliviados" por "não haver russos" pela primeira vez em anos em uma cúpula da UE

20 de abril de 2026, Gdansk, Polônia: O presidente francês EMMANUEL MACRON responde às perguntas dos jornalistas durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro polonês DONALD TUSK em Gdansk, no âmbito da cúpula polonês-francesa
Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski

NICÓSIA, 24 abr. (pela correspondente especial da EUROPA PRESS, Laura García Martínez) -

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta sexta-feira que os líderes da União receberam com “alívio” a possibilidade de se reunirem em uma cúpula europeia “sem russos na sala” pela primeira vez em anos, em referência à ausência do primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán.

“Estou muito, muito contente. Ontem dava para sentir o enorme alívio entre os líderes porque, pela primeira vez em anos, não havia russos na sala”, disse à imprensa ao chegar ao segundo dia do Conselho Europeu informal que reúne em Chipre os chefes de Estado e de Governo da União.

Embora Tusk tenha dito posteriormente que seu comentário foi “uma piada”, ele insistiu em seguida que o clima entre os líderes havia sido “totalmente diferente”, em uma referência velada às últimas tensões com o governo de Orbán, que vem bloqueando sistematicamente decisões-chave sobre a Ucrânia, como o empréstimo de 90 bilhões ou a adoção de sanções, mas, além disso, enfrenta agora acusações de ter vazado documentos confidenciais dos Conselhos Europeus para o Kremlin.

Tusk também quis destacar o resultado das eleições na Hungria, nas quais o líder da oposição conservadora, Péter Magyar, assumirá o lugar de Orbán em maio próximo, pois vê nas eleições “um sinal muito claro de que os democratas não são perdedores”.

“Ouvi tantas vezes nos Estados Unidos, na Europa, na Rússia, que a democracia não tem chances diante do autoritarismo, que os políticos devem ser corruptos, etc., e isso não é verdade”, argumentou o líder polonês, para destacar a vitória de Magyar na Hungria.

“Isso demonstra que há futuro para a Europa, para a democracia, para o Estado de Direito e que não se é vulnerável se se quiser lutar contra a corrupção e contra ‘figuras fortes’ como Viktor Orbán”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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