Publicado 23/06/2026 09:59

Tusk afirma que não vai agravar a tensão com a Ucrânia e aposta em deixar para trás “o trauma do passado”

10 de junho de 2026, Varsóvia, Varsóvia, Polônia: 10/06/2026 VARSÓVIA..SEJM DA REPÚBLICA DA POLÔNIA..Varsóvia 10/06/2026 59ª sessão do Sejm da 10ª legislatura - Parlamento polonês..DEBATE E VOTAÇÃO SOBRE O VOTO DE DESCONFIANÇA AO MINISTRO DO INTERIOR, MAR
Europa Press/Contacto/Damian Burzykowski

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, explicou nesta terça-feira que, atendendo aos seus interesses de segurança, não é do interesse de seu país prejudicar as relações com a Ucrânia e defendeu deixar para trás aquelas construídas sobre “o trauma do passado”, após a recente disputa sobre suas interpretações da memória histórica.

“Levando em conta a segurança estratégica e os interesses da Polônia — e estou convencido de que o mesmo se aplica à Ucrânia —, (....) não contribuirei de forma alguma para alimentar essa tensão”, declarou Tusk no início da reunião do gabinete, depois que a Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração do Estado polonês, foi retirada do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

Zelenski foi destituído dessa condecoração por ordem do presidente polonês, Karol Nawrocki, depois de ter aceitado batizar uma unidade do Exército ucraniano com o nome de ‘Heróis da UPA’, em alusão a uma milícia ultranacionalista acusada na Polônia de cometer massacres durante a Segunda Guerra Mundial.

Tusk destacou que “hoje em dia é muito fácil” incitar o ódio entre ambas as partes por causa dessas questões do passado e reconheceu que, embora “isso possa levar a um sucesso político (...) aparente”, a longo prazo o que mais beneficia ambos os povos é cooperar e estreitar suas relações da melhor maneira possível.

“Estou convencido de que, a longo prazo, é do interesse da Polônia construir as melhores relações possíveis, baseadas em uma visão de futuro, e não no trauma do passado”, avaliou o primeiro-ministro, segundo informou a agência estatal de notícias PAP.

“Construir um bom relacionamento não é apenas uma demonstração de decência em tempos difíceis, em tempos de guerra, mas também traz benefícios”, destacou Tusk, que valorizou iniciativas como a conferência sobre a reconstrução da Ucrânia, realizada nesta semana na cidade polonesa de Gdansk.

“Ajudamos a preparar 200 acordos e contratos para a conferência (...) Estamos falando de centenas de bilhões de dólares (...) Independentemente de quem esteja atrapalhando nosso trabalho em Varsóvia e Kiev, essa conferência será realizada de uma forma ou de outra”, ressaltou.

Há alguns dias, o presidente ucraniano pareceu minimizar a importância da retirada dessa condecoração e a enquadrou nas disposições da política interna do país, em um momento, segundo ele, em que Nawrocki busca que seu partido volte a ser a principal força do país, atualmente atrás do de Tusk.

Zelenski enviou no sábado, pelo correio, a Ordem da Águia Branca. Naquele mesmo dia, os outros ex-presidentes ucranianos condecorados com essa insígnia — Leonid Kuchma, Viktor Yushchenko e Petro Poroshenko — anunciaram que renunciavam a ela em sinal de solidariedade ao atual chefe de Estado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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