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MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, e seu homólogo sírio, Asaad al Shaibani, culparam nesta quarta-feira Israel por fomentar a violência sectária em Sueida, no sudoeste da Síria, que deixou mais de 1.500 mortos desde julho.
Fidan enfatizou em uma coletiva de imprensa conjunta com Shaibani que a Síria é mais uma etapa das "políticas expansionistas" das autoridades israelenses e que Israel busca "enfraquecer a Síria e criar um clima de caos e instabilidade" para atingir seus objetivos.
Por sua vez, Shaibani disse que "as repetidas ameaças israelenses" representam uma "clara violação da soberania síria por meio de ataques à infraestrutura" e também "colocam em risco a segurança dos cidadãos".
O ministro das Relações Exteriores da Síria também observou que o país está enfrentando "múltiplas intervenções estrangeiras", algumas diretas e outras indiretas, que buscam "criar divisões" para exacerbar um "conflito sectário", de acordo com a agência de notícias SANA.
Apesar da trégua, os combates em Sueida ressurgiram nos últimos dias e centenas de pessoas tiveram que ser evacuadas em meio à violência que deixou mais de 1.500 pessoas mortas desde meados de julho, incluindo 349 executadas.
A Turquia tem sido um dos aliados mais próximos dos grupos de oposição sírios, liderados pelo movimento jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que finalmente conseguiu derrubar o ex-presidente sírio após mais de duas décadas no poder.
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