Publicado 10/03/2025 02:38

A Turquia sediará a próxima cúpula com a Jordânia, o Líbano, o Iraque e a Síria sobre a Síria em abril.

Os ministros das Relações Exteriores da Síria, Iraque, Jordânia, Turquia e Líbano e suas respectivas delegações em Amã.
CUENTA DE X DEL MINISTERIO TURCO DE EXTERIORES

MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, confirmou neste domingo, de Amã, onde se reuniu com seus homólogos da Jordânia, Iraque, Líbano e Síria, que seu país será o anfitrião da próxima cúpula sobre a Síria, em abril, para continuar discutindo esforços conjuntos para apoiar economicamente sua reconstrução e combater o terrorismo, em meio à transição política após a derrubada do regime de Bashar al-Assad em dezembro passado.

"Enquanto agirmos juntos, contribuiremos mais fortemente para a paz e a segurança regionais. A cúpula de segurança de hoje é um passo muito importante nessa direção. Nossa próxima reunião será sediada pela Turquia", disse ele durante uma coletiva de imprensa, relatada pela agência de notícias turca Anadolu.

Durante a reunião, que também contou com a presença dos ministros da defesa, chefes de estado-maior e chefes de inteligência dos cinco países, eles concordaram em lançar uma "operação conjunta e um mecanismo de inteligência contra" o Estado Islâmico como parte de seu apoio à estabilidade da Síria, juntamente com outras medidas, como o levantamento de sanções e investimentos no país.

Fidan confirmou que os episódios de violência no oeste da Síria, que deixaram mais de 1.300 civis mortos desde a semana passada, foram resolvidos. Ele negou que a motivação fosse sectária, apesar do fato de que a maioria das populações de Latakia e Tartous, onde a maior parte das mortes foi registrada, são membros da minoria alauíta, à qual pertence a família do ex-presidente Bashar al-Assad.

"Não é correto tentar atribuir os acontecimentos a qualquer seita ou grupo religioso. É muito importante agir com moderação e bom senso diante das provocações que buscam transformar as tensões em conflitos sectários", disse ele, antes de defender a "atitude conciliatória" das novas autoridades.

Por sua vez, o chefe da diplomacia jordaniana, Ayman Safadi, destacou o acordo alcançado com seus homólogos, argumentando que "a segurança e a estabilidade da Síria são nossa segurança e estabilidade coletivas".

Em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal Petra, Safadi reiterou o compromisso dos quatro países com os esforços de reconstrução da Síria, que incluem "a cooperação na luta contra o tráfico de drogas".

Ele também aproveitou a oportunidade para defender a criação de condições adequadas para garantir o retorno seguro dos refugiados sírios que desejam voltar ao seu país.

Nesse sentido, o Ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, expressou sua gratidão às autoridades jordanianas, que sediaram a reunião, bem como aos outros países presentes, por sua "acolhida aos sírios, apesar dos enormes desafios". "Isso deixará na memória dos sírios os laços sociais e morais com os países anfitriões", disse ele.

Ele também saudou o fato de que, com essa cúpula, os quatro países "refletem claramente sua disposição de cooperar e coordenar para enfrentar os desafios comuns (...) na região", bem como "seu respeito pela unidade e independência dos territórios sírios, sua rejeição conjunta das ameaças israelenses e sua adoção do levantamento das sanções injustas impostas ao povo sírio".

Al Shaibani garantiu que as novas autoridades em Damasco estão "prontas para dar continuidade ao espírito positivo que prevaleceu" na cúpula de domingo, esperando que ele seja mantido nas próximas reuniões.

O chefe da pasta diplomática libanesa, Yusef Rajci, enfatizou a necessidade de garantir a segurança na Síria, com a qual compartilha uma fronteira de mais de 300 quilômetros, onde nas últimas semanas houve incidentes de segurança envolvendo o contrabando de armas e drogas.

O ministro do Iraque, Fuad Hussein, também expressou preocupação com as consequências para seu país da falta de estabilidade na Síria, argumentando que a luta contra o terrorismo "requer apoio regional e internacional".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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