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MADRID 12 abr. (EUROPA PRESS) -
O governo da Turquia afirmou neste sábado que continuará seus esforços para garantir que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "preste contas pelos crimes que cometeu" e rejeitou as acusações “infundadas” que o líder israelense, a quem descreveu como “o Hitler do nosso tempo”, lançou recentemente contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a quem criticou por sua tolerância com o “regime terrorista do Irã”.
“O fato de nosso presidente ter sido alvo de acusações infundadas, descaradas e falsas por parte de autoridades israelenses é consequência do mal-estar provocado pelas verdades que temos expressado sistematicamente em todas as plataformas”, declarou o Ministério das Relações Exteriores da Turquia em um comunicado publicado nas redes sociais, no qual atribuiu ainda ao primeiro-ministro israelense o objetivo de “minar as negociações de paz em andamento e dar continuidade às suas políticas expansionistas na região”.
Ancara aludiu brevemente ao “histórico criminal irrepreensível” de Netanyahu e enfatizou o mandado de prisão — emitida pelo Tribunal Penal Internacional — que pesa sobre ele “por crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, sinalizando que, caso não consiga perpetuar sua visão e suas políticas na região, “corre o risco de ser julgado em seu próprio país e provavelmente condenado à prisão”.
Sobre o assunto, também se pronunciou o ex-líder da oposição Kemal Kilidaroglu, que criticou a “intromissão” de Netanyahu “na política interna da Turquia, em sua vontade nacional e em suas instituições estatais”, classificando esse comportamento como “insolência absolutamente inaceitável”.
“É uma contradição reveladora que os representantes políticos do governo israelense assassino tentem, enquanto tentam encobrir os ataques em Gaza, no Líbano, no Irã e em vários pontos da região que têm como alvo crianças, mulheres e civis, dar lições à Turquia sobre democracia, direito e política", sentenciou Kilidaroglu, rejeitando "com a maior firmeza" as declarações do Executivo israelense sobre a vida política interna da Turquia.
Em consonância com o exposto anteriormente, o opositor turco manifestou sua expectativa de que, “chegado o momento, prestem contas perante o direito internacional e recebam a punição por seus atos no âmbito jurídico”.
“Estamos cientes de todo tipo de provocações destinadas a colocar a Turquia em confronto com seus vizinhos e, em particular, a exacerbar as tensões regionais — com o Irã à frente — para nos arrastar para cenários de guerra”, concluiu.
Essas denúncias surgem poucas horas depois de o próprio Netanyahu ter dedicado algumas linhas em suas redes sociais para elogiar as forças políticas israelenses, sobretudo em contraposição à realidade vivida na Turquia, país que ele situou ao lado do Irã no atual conflito regional.
“Israel, sob minha liderança, continuará lutando contra o regime terrorista do Irã e seus aliados, ao contrário de Erdogan, que os tolera e massacrou seus próprios cidadãos curdos”, lamentou o líder israelense em uma breve publicação nas redes sociais.
Mais tarde, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, criticou o fato de Erdogan não ter reagido aos mísseis lançados do Irã contra o território turco e de, em vez disso, “recorrer ao antissemitismo e ao anúncio de julgamentos simbólicos na Turquia contra a liderança política e militar de Israel”.
“Israel continuará se defendendo com força e determinação, enquanto Erdogan faria melhor em sentar-se, ficar em silêncio e calar-se”, concluiu o parlamentar.
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