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MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
A Turquia, membro — juntamente com o Paquistão e a Arábia Saudita — do Acordo de Defesa de Meca, afirmou que o grupo almeja uma “nova arquitetura de segurança” na região, à qual se juntem mais parceiros regionais, após a primeira reunião desse bloco no nível de ministros das Relações Exteriores, realizada em Istambul.
“Com essa aliança, veremos como, aos poucos, se consolida uma maior estabilidade na região e como diminui a incerteza”, avaliou o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, que, em coletiva de imprensa após o encontro, destacou que os três países desejam estabelecer uma “nova arquitetura de segurança”, segundo a agência Anadolu.
O Acordo de Defesa de Meca é entendido como uma aliança capaz de contribuir para uma “maior estabilidade regional”, ao mesmo tempo em que pode integrar mais países, já que foi lançado “com o objetivo de se expandir”, indicou o ministro turco.
Com este acordo histórico, os três países buscam fortalecer sua cooperação em defesa no contexto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã e da iniciativa de defesa de Riade e Islamabad, firmada no ano passado.
O pacto foi assinado pelos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, afirmou que se trata de um “primeiro grande passo” em prol de uma defesa “mais eficaz” no Oriente Médio e de uma maior integração regional na região.
CRÍTICAS A NETANYAHU
Fidan, por sua vez, e em resposta ao conflito entre a Turquia e Israel devido aos bombardeios israelenses na Síria, alertou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, “se tornou um inimigo comum da humanidade, da comunidade internacional e da segurança”.
“Não é uma pessoa que deva ser levada a sério. O sistema internacional deve lutar contra a ameaça que Netanyahu representa”, acrescentou o ministro das Relações Exteriores turco.
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