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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Turquia denunciaram nesta quinta-feira o ataque israelense contra o aeroporto militar de Abu al-Duhur, no norte da Síria, e negaram que houvesse uma presença militar turca na base, como alega Israel para justificar sua ação militar.
Em coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional, o contra-almirante Zeki Akturk, afirmou que o ataque de Israel “é um ato destinado a prejudicar a estabilidade, a segurança, a unidade e a integridade da Síria”.
“Reiteramos em todas as ocasiões que os ataques que violam a soberania e a integridade territorial da Síria são inaceitáveis”, afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa turco, que negou a presença militar na região, motivo que Israel alega para justificar o bombardeio em questão.
“Afirmamos que não havia nenhuma delegação militar turca na base aérea de Abu al-Duhur, na Síria, nem antes nem durante o ataque israelense à base”, assegurou Akturk, que ressaltou que, para manter a paz e a estabilidade tanto na Síria quanto na região, “é essencial que Israel cesse esses ataques imprudentes e cumpra as exigências do Direito Internacional”.
Dessa forma, as autoridades turcas ressaltaram que continuarão a apoiar a Síria em seus esforços para construir sua própria infraestrutura e capacidade militar, dando continuidade à iniciativa de unificar suas Forças Armadas.
Essas declarações ocorrem no momento em que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciou que a Turquia está tentando estabelecer uma base militar na Síria “perto de Aleppo” e ressaltou que o bombardeio é “uma mensagem” que ele envia para que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, evite “aventuras perigosas na Síria”.
ISRAEL PROCURA MINAR O PLANO DE GAZA
Com relação aos últimos acontecimentos em Gaza, onde Israel intensificou os ataques, as autoridades turcas criticaram que as ações de Tel Aviv “minam os esforços para estabelecer uma paz justa e duradoura” e “aprofundam ainda mais a instabilidade regional”.
Dessa forma, o porta-voz militar turco destacou que, apesar dos acordos assinados, “Israel continua seus ataques e atividades militares no sul do Líbano; e, com seus recentes ataques contra a Síria, ataca a integridade territorial, a soberania e a unidade desse país”.
“Não devemos, sob nenhuma circunstância, permitir que se enraíze a percepção de que as intervenções militares de Israel em países vizinhos são normais e aceitáveis. O futuro da região deve ser construído não com base no uso unilateral da força, mas em um entendimento de segurança fundamentado no Direito Internacional e no respeito à soberania e à integridade territorial dos países”, exigiu.
Akturk apelou, assim, à comunidade internacional para que adote medidas “mais concretas e eficazes” contra as ações de Israel que ameaçam a paz e a estabilidade regionais. “Nossa prioridade é evitar que nossa região seja arrastada para um conflito e uma instabilidade ainda maiores, e alcançar uma paz e segurança permanentes”, enfatizou.
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