Europa Press/Contacto/Turkish presidency
MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
O governo da Turquia condenou nesta segunda-feira a interceptação, pela Marinha israelense, de uma nova frota que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e na qual viajam a bordo pelo menos 46 espanhóis, o que considerou um ato de “pirataria”.
“Condenamos a intervenção das forças israelenses em águas internacionais contra a Frota Global Sumud, organizada para levar ajuda humanitária a Gaza, o que constitui um novo ato de pirataria”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores turco em um comunicado divulgado em suas redes sociais.
O Ministério das Relações Exteriores, que lembrou que nesta missão há cidadãos de cerca de 40 países, exigiu que Israel “cesse imediatamente sua intervenção” e “libere incondicionalmente” os ativistas detidos, embora até o momento não se saiba quantos deles foram presos e quantas embarcações foram abordadas.
As autoridades turcas indicaram que estão trabalhando “para garantir o retorno seguro (...) dos cidadãos turcos a bordo”, enquanto “a situação está sendo acompanhada de perto em cooperação com outros países”.
Além disso, fizeram um apelo à comunidade internacional para que “adote sem demora uma postura unida e firme contra as ações ilegais de Israel”, após assegurarem que seus “ataques e políticas de intimidação (...) não dissuadirão de forma alguma a comunidade internacional de sua busca por justiça e de sua solidariedade com Gaza”.
A Global Sumud Flotilla, uma das organizações que promovem esta iniciativa, informou pouco depois das 10h00 desta segunda-feira que lanchas rápidas da Marinha israelense haviam começado a abordar algumas das embarcações da frota, da qual também participam a Coalizão da Frota da Liberdade e a Associação pela Liberdade e Solidariedade Mavi Marmara.
Segundo denúncias dessas organizações, que transmitiram ao vivo no YouTube o abordamento e compartilharam nas redes sociais imagens dos fatos, a interceptação da frota, que partiu na última quinta-feira do porto turco de Marmaris, ocorreu em frente às costas de Chipre, a cerca de 250 milhas náuticas de Gaza.
Um porta-voz da Global Sumud Flotilla informou à Europa Press que pelo menos 46 espanhóis viajam a bordo da frota. Entre eles estão Tomás Morate Serna, capitão do navio 'Adalah'; o economista Santiago González Vallejo; a alpinista Neus Bella Ferre; e Óscar Gallego Cubillana, conforme informado pela Flotilha da Liberdade, precisando que seus outros três navios — “Tenaz”, “Perseverance” e “Lina Al Nabulsi” — também foram “atacados e interceptados”.
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