Marianna Kotyk / Zuma Press / Europa Press
MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, manifestou neste sábado sua solidariedade à Arábia Saudita após os ataques perpetrados ao longo do dia pelos rebeldes huti contra seu território, e se mostrou disposto a “atender às necessidades militares” de Riade, no âmbito do Acordo de Defesa de Meca firmado por esses dois países, além do Paquistão, em agosto passado.
Durante uma entrevista concedida à emissora turca NTV, Fidan denunciou “ataques muito graves contra a integridade territorial e a soberania da Arábia Saudita” e condenou, em particular, aqueles perpetrados contra a infraestrutura energética, depois que os houthis reivindicaram um bombardeio contra instalações da Saudi Aramco — a maior petrolífera do mundo e de propriedade do governo — em Yanbu.
O chefe da diplomacia turca destacou que está “acompanhando de perto” a situação no país árabe e garantiu que, em Ancara, são “fiéis à sua palavra”, ao se referir ao acordo de Meca com Islamabad.
Questionado sobre uma eventual participação da Turquia e do Paquistão em ações militares contra os huti, o ministro considerou que podem surgir “necessidades militares em certas questões técnicas”. “Não teremos nenhuma dificuldade em atendê-las”, afirmou.
Fidan pediu que a Arábia Saudita não seja “arrastada para o atual conflito entre o Irã e os Estados Unidos”, lamentando que as negociações entre esses dois países estejam há meses em impasse, o que, somado à recrudescência do conflito no Iêmen, faz com que “a situação esteja se tornando cada vez mais complicada”.
O ministro defendeu que existem “muitas tentativas” para pôr fim às hostilidades, mas que estas “devem ser aceitas” por todas as partes envolvidas. “Esperamos que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã cheguem a uma conclusão. A crise foi tolerada até certo ponto, mas suas repercussões econômicas agora ultrapassam o nível tolerável”, alertou.
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