Publicado 06/08/2026 04:30

A Turquia alerta que o expansionismo de Israel no Oriente Médio pode levar a uma crise global

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 16 DE JUNHO DE 2026: Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia, dá uma entrevista coletiva após conversas com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na Casa de Recepção do Ministéri
Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que o expansionismo de Israel no Oriente Médio demonstra que o país não está interessado em uma solução pacífica para a Palestina e que, se a comunidade internacional não tomar medidas diplomáticas contundentes, a crise passará de regional para global.

Foi nesses termos que o chefe da diplomacia turca se expressou em entrevista à emissora nacional TRT, na qual enfatizou que Israel se teima em promover suas políticas “ilegais” nos fóruns internacionais.

Nesse sentido, ele destacou que tanto o Egito quanto a Turquia, que atuam como mediadores, observaram que Israel vem adotando, há algum tempo, uma postura “ilegal e indisciplinada” em relação ao plano de paz proposto pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza, ao contrário do Hamas, que já cumpriu muitos dos compromissos.

Fidan explicou que, sempre que se alcança um avanço, Israel invoca novos pretextos para continuar com seus ataques à Faixa de Gaza, onde já morreram mais de 73.380 pessoas desde o último dia 7 de outubro de 2023.

Além disso, ele ressaltou que, apesar das demais crises na região, como a guerra entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo ou as repercussões das restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, é necessário não desviar o olhar do que está acontecendo nos territórios palestinos.

“Se nos concentrarmos demais em um único tema, Israel terá mais margem de manobra para levar adiante suas práticas em Gaza, na mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém e na Cisjordânia”, observou o ministro das Relações Exteriores da Turquia.

Fidan participou nesta quarta-feira de uma reunião sobre Jerusalém na capital da Jordânia, Amã, com a presença de cerca de vinte ministros das Relações Exteriores de países árabes. Além disso, ele se reuniu à margem do evento com seus homólogos da Arábia Saudita, do Egito e do Paquistão, encarregados de mediar o conflito no Oriente Médio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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