Publicado 13/04/2026 06:50

A Turquia adverte contra ações militares para reabrir o Estreito de Ormuz e pede que isso seja alcançado "por meio da paz"

Fidan afirma que Israel "poderia tentar designar a Turquia como um novo adversário", "já que não consegue se sustentar sem um inimigo"

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, durante uma reunião em Moscou com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em 27 de maio de 2025 (arquivo)
Sergei Fadeichev/TASS via ZUMA P / DPA - Arquivo

MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -

O governo da Turquia advertiu nesta segunda-feira contra ações militares para tentar reabrir o estreito de Ormuz, cuja situação deveria se normalizar “por meio da paz”, e sustentou que, apesar do fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irã no Paquistão, ambas as partes “são sinceras” quanto ao cessar-fogo de duas semanas alcançado na semana passada.

“O que todos querem é que o tráfego internacional continue livre e não seja obstruído”, disse o ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan. “Nossa posição é a reabertura (do estreito de Ormuz) por meio da paz. Há muitas dificuldades na hora de intervir ali com uma força armada internacional de paz”, argumentou.

Além disso, ele enfatizou que Washington e Teerã parecem concordar com a necessidade de reduzir as tensões desencadeadas após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã, em pleno andamento das conversas entre ambos os países para tentar alcançar um novo acordo nuclear, conforme informou a agência de notícias estatal turca, Anatolia.

"Ambas as partes — em referência aos Estados Unidos e ao Irã — são sinceras quanto a um cessar-fogo e conscientes de como ele é necessário", argumentou Fidan, que também criticou as ações israelenses no Oriente Médio e alertou que o governo de Israel "poderia tentar designar a Turquia como um novo adversário após o Irã, já que não consegue se sustentar sem um inimigo".

O fracasso das negociações em Islamabad foi seguido por um anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um bloqueio ao estreito de Ormuz, incluindo ameaças de interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica, uma postura duramente criticada por Teerã.

Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou nesta mesma segunda-feira que organizará “nos próximos dias” uma cúpula junto com o Reino Unido para discutir uma possível “missão pacífica multinacional” para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, afetado pelo conflito no Oriente Médio, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio à via após o fracasso das negociações no Paquistão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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