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MADRID 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou definitivamente nesta quarta-feira a candidatura presidencial do empresário e economista Jaime Dunn por dívidas com a administração pública que não haviam sido quitadas antes do registro de sua candidatura para as eleições de 17 de agosto.
O TSE declarou inadmissíveis as alegações de Dunn e certificou que, no dia do seu registro, 25 de junho, ele não cumpria o requisito de ter solvência fiscal, conforme atestam os quase vinte arquivos que lhe foram enviados para poder resolver sua situação, informa o jornal 'El Deber'.
O tribunal argumenta que as alegações apresentadas por Dunn foram feitas fora do prazo, portanto, permiti-las violaria o princípio de igualdade ao qual outros candidatos se submeteram para cumprir todos os requisitos dentro do prazo.
Dunn pretendia encabeçar a chapa Nova Geração Patriótica (NGP), mas as dívidas com o governo de El Alto, relacionadas à sua administração do município entre 2000 e 2001, arruinaram suas aspirações em uma eleição marcada por disputas legais e crescente tensão política.
A decisão do TSE foi lamentada pelo candidato Manfred Reyes Villa, que enviou seu apoio "àqueles que estão lutando por uma verdadeira mudança democrática", enfatizando que "a Bolívia precisa de tolerância, pluralidade e um compromisso firme com o direito do povo de se expressar livremente nas urnas".
As eleições deste ano são marcadas por uma grande crise econômica, escassez de dólares e combustível, além da violência política, que deixou várias pessoas mortas nas últimas semanas em confrontos entre as forças de segurança e os partidários do ex-presidente desqualificado Evo Morales.
Em uma tentativa de conter a disputa interna dentro das fileiras do partido governista, o presidente da Bolívia, Luis Arce, renunciou à sua candidatura à reeleição e passou o bastão para o então ministro do governo, Eduardo del Castillo.
Na oposição, destacam-se as candidaturas de velhos conhecidos, como Samuel Doria Medina e o ex-presidente Jorge Quiroga, embora a melhor posição na corrida presidencial, de acordo com as pesquisas, pareça ser a do presidente do Senado e ex-deputado de Morales, Andrónico Rodríguez.
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