O presidente chinês pede aos EUA que “tomem extrema precaução” ao vender armas a Taiwan MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, confirmaram nesta quarta-feira sua relação "extremamente boa" em uma ligação focada no comércio bilateral e no cenário geopolítico, abordando assuntos como a guerra na Ucrânia, a crise no Irã e a situação em Taiwan, onde o mandatário chinês instou Washington a "tomar extrema cautela" em relação à venda de armamentos.
Em uma mensagem nas redes sociais, o presidente americano informou que a ligação, “longa e minuciosa”, serviu para tratar de assuntos comerciais, incluindo a compra de petróleo dos Estados Unidos ou a ampliação do limite para a compra de soja americana para 25 milhões de toneladas.
Segundo ele, durante a conversa, eles revisaram o panorama internacional, incluindo a situação em Taiwan, a guerra na Ucrânia e a crise no Irã. “A relação com a China e minha relação pessoal com o presidente Xi são extremamente boas. Ambos sabemos como é importante mantê-la assim”, afirmou em sua mensagem. Assim, Trump indicou que “muitos resultados positivos” virão durante os próximos três anos, no âmbito do restante de seu mandato, coincidindo com a presidência de Xi no gigante asiático.
Do lado da China, Xi enfatizou que Taiwan é a “questão mais importante” no que diz respeito às relações com os Estados Unidos, país ao qual pediu “extrema cautela” na hora de vender armas às autoridades taiwanesas. “Taiwan é território chinês, e a China deve defender sua soberania nacional e sua integridade territorial. Nunca permitirá que o território seja separado da China”, afirmou, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês, no qual elogiou a “boa comunicação” entre as partes e expressou a “grande importância” da relação entre as duas potências.
“Estou disposto a trabalhar com vocês para continuar a orientar as relações entre a China e os Estados Unidos através das tempestades e garantir o seu progresso sem contratempos, bem como para alcançar resultados mais significativos e benéficos”, destacou Xi, ao mesmo tempo que reconheceu que “a China tem as suas preocupações, tal como os Estados Unidos”.
Nesse sentido, o presidente indicou que “a China é fiel à sua palavra e cumpre suas promessas”. “Enquanto ambas as partes aderirem aos princípios de igualdade, respeito e benefício mútuo (...), poderemos encontrar maneiras de resolver as preocupações de cada um”, afirmou. Além disso, ele instou a “fortalecer o diálogo e a comunicação, gerenciar adequadamente as diferenças e ampliar a cooperação”. “Devemos fazer as coisas uma a uma, construir continuamente a confiança mútua e encontrar um caminho correto para nos darmos bem, para que 2026 seja um ano em que as duas grandes potências, China e Estados Unidos, avancem em direção ao respeito mútuo, à coexistência pacífica e à cooperação”, afirmou.
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