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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que acredita ter conseguido chegar a um acordo com a Rússia para acabar com o conflito na Ucrânia, acrescentando que é o seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, que ainda não se manifestou a favor.
"Acho que temos um acordo com a Rússia. Temos que chegar a um acordo com Zelensky (...) Eu pensei que seria mais fácil lidar com Zelensky até agora. Até agora tem sido mais difícil", disse o ocupante da Casa Branca aos repórteres no Salão Oval.
Após esses comentários, ele acrescentou que acredita ter "um acordo com os dois" e que espera que eles cheguem a um acordo porque quer "salvar" vidas, pois "trata-se de muita humanidade". "Nunca vi nada igual", disse ele, referindo-se às imagens na linha de frente do conflito. Ele também criticou o fato de Washington ter "gasto muito dinheiro" nesse conflito.
Horas antes, Trump voltou a acusar Zelenski por sua oposição ao reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia e o repreendeu dizendo que, se ele quisesse manter a península, deveria ter lutado por ela onze anos atrás, quando foi anexada por Moscou "sem um único tiro".
Em resposta, o ucraniano afirmou que "sempre agirá de acordo com a Constituição" de seu país, que declara que a Crimeia é território nacional, e espera que seus parceiros, em particular Washington, sempre ajam "de acordo com suas decisões firmes", anexando nesse ponto uma declaração contra a anexação russa da Crimeia pela primeira administração Trump.
O reconhecimento da Crimeia como território russo surgiu como um dos aspectos que a Ucrânia provavelmente aceitará em troca de um acordo de paz para encerrar a guerra que começou em fevereiro de 2022. No entanto, Zelensky afirmou recentemente que a Ucrânia "não reconhecerá legalmente a ocupação" pela Rússia.
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