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MADRID, 5 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação na quarta-feira que suspende os vistos para novos estudantes internacionais na Universidade de Harvard e pede para considerar a revogação daqueles que já estão estudando neste centro acadêmico.
"Determinei que é necessário restringir a entrada de cidadãos estrangeiros que desejam entrar nos Estados Unidos com o único ou principal propósito de participar de um curso de estudo (...) ou programa de intercâmbio na Universidade de Harvard", diz o texto divulgado pela Casa Branca.
Dessa forma, o presidente suspendeu os vistos F, M e J, utilizados por cidadãos estrangeiros que desejam estudar na prestigiosa universidade da Ivy League, enquanto deixou "a critério do Secretário de Estado a revogação dos vistos" daqueles que atualmente frequentam o mesmo centro com essas autorizações.
A proclamação acusa Harvard de ter recebido "mais de US$ 1 bilhão (875 milhões de euros) de fontes estrangeiras", "mais de US$ 150 milhões (131 milhões de euros) de governos estrangeiros nos últimos cinco anos" e a mesma quantia nos últimos dez anos "somente da China".
De acordo com o texto, a universidade americana recebeu esse financiamento em troca de hospedar "membros de uma organização paramilitar do Partido Comunista Chinês" e de se associar a pessoas sediadas na China "para realizar pesquisas que poderiam contribuir para a modernização militar".
Nesse sentido, o presidente dos EUA acusou Harvard de admitir estudantes de países "que buscam a destruição dos Estados Unidos e de seus aliados, ou o extermínio de povos inteiros", em vez de "americanos que trabalham duro", e argumentou contra "reduzir ainda mais as oportunidades para os estudantes americanos por meio da matrícula excessiva de estudantes estrangeiros".
Por outro lado, Trump denunciou que a prestigiosa universidade "viola os direitos civis de seus alunos e professores" e discrimina "as raças desfavorecidas (...) negando oportunidades iguais aos americanos que trabalham duro".
A medida "não se aplicará a nenhum cidadão estrangeiro cuja entrada seja de interesse nacional, conforme determinado pelo Secretário de Estado, pelo Secretário de Segurança Interna ou por seus respectivos designados", nem àqueles que "entrarem nos Estados Unidos para frequentar outras universidades", como afirma o documento.
Esse anúncio ocorre doze dias depois que a juíza do tribunal federal de Massachusetts, Allison Burroughs, anulou uma proibição da Casa Branca à matrícula de estudantes estrangeiros na Universidade de Harvard, decidindo a favor da escola, que havia apresentado uma moção para impedir o que finalmente aconteceu.
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