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Ele afirma que não se importa com a reunião entre os países do Golfo Pérsico e o Irã, marcada para esta segunda-feira, que acabou sendo adiada
MADRI, 14 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou neste domingo a possibilidade de “ficar” no Irã e “ficar com o petróleo, como na Venezuela”, em vez de retirar as forças americanas posicionadas ao redor da República Islâmica após um hipotético fim da guerra, que na última semana ele insistiu em situar por volta das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, as “midterms”, no próximo dia 3 de novembro.
“No final, vamos embora. A menos que decidamos ficar e ficar com o petróleo, como na Venezuela”, declarou ele à imprensa reunida por ocasião de sua visita ao Irish Open de golfe, realizado em Doonbeg, na costa oeste da Irlanda.
O morador da Casa Branca insinuou esse cenário ao ser questionado sobre uma reunião inicialmente prevista para segunda-feira entre os países do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo — Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Catar—, Iraque e Irã. “Não me importo. É problema deles”, declarou ele antes de demonstrar certa aprovação pelo encontro, desde que isso “os deixe felizes”, acrescentando, é claro, Israel.
O encontro, que aconteceria na cidade de Salalah, no sul de Omã, acabou sendo suspenso, conforme informou nas redes sociais o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al Busaidi. “Em prol do consenso, a reunião regional prevista para amanhã (segunda-feira) em Salalah foi adiada”, indicou ele, para, em seguida, ressaltar que, em Mascate, continuam “comprometidos com a promoção de um diálogo que apoie a estabilidade e a cooperação duradoura” no Oriente Médio.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar também confirmou a informação, alegando que o objetivo do adiamento da reunião é “garantir as condições adequadas para um diálogo construtivo que propicie acordos sustentáveis, apoiando a segurança e a estabilidade regionais e, ao mesmo tempo, as aspirações dos povos à cooperação e à paz”.
O adiamento teria ocorrido “a pedido de alguns países da região e por decisão conjunta de Omã e do Irã”, segundo afirmou o diretor de Assuntos do Golfo Pérsico do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Mohamad Alí Bek, em entrevista à agência iraniana IRNA.
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