Publicado 22/01/2026 23:54

Trump retira convite a Carney para participar da Junta de Paz para Gaza

22 de janeiro de 2026, Quebec, Pq, Canadá: O primeiro-ministro Mark Carney discursa no início de um Fórum de Planejamento do Gabinete na Citadelle, na cidade de Quebec, na quinta-feira, 22 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Jacques Boissinot

MADRID 23 jan. (EUROPA PRESS) -

O inquilino da Casa Branca, Donald Trump, retirou nesta quinta-feira o convite para que o Canadá se junte ao Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, criado no âmbito da proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave palestino após a ofensiva israelense que deixou mais de 71.500 mortos desde outubro de 2023.

“Por meio deste, informo que o Conselho de Paz retira o convite que havia feito para que o Canadá se juntasse ao que será o conselho de líderes mais prestigiado já reunido”, declarou em uma breve mensagem no Truth Social dirigida ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

O presidente americano não especificou o motivo que o levou a tomar essa decisão, mas o anúncio vem logo depois que o chefe do Executivo canadense afirmou que seu país “não vive graças aos Estados Unidos”. “O Canadá e os Estados Unidos construíram uma parceria notável nas áreas econômica, de segurança e de intercâmbio cultural. Mas o Canadá não vive graças aos Estados Unidos, o Canadá prospera porque somos canadenses”, defendeu nas redes sociais.

Carney respondeu assim às declarações de Trump, que afirmou na véspera que os canadenses “deveriam ser gratos aos Estados Unidos” porque vivem “graças” ao país vizinho, declarações que fez durante o Fórum Econômico Mundial realizado esta semana em Davos (Suíça).

O ministro das Finanças canadense, François-Philippe Champagne, garantiu nesta terça-feira que o Executivo de seu país “não vai pagar se nos unirmos ao Conselho de Paz”, depois que Trump pediu o pagamento de 860 milhões de euros para os Estados que quiserem um assento “permanente” nesse órgão que exercerá a função de supervisionar a reconstrução do enclave palestino.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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