Publicado 02/09/2026 01:00

Trump reitera que os EUA têm um controle “quase total” do Estreito de Ormuz e acrescenta que não se importa se o Irã assinar um acor

20 de agosto de 2026, EUA, Washington: O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com os convidados durante um evento na Casa Branca para anunciar uma parceria que amplia a iniciativa “Fostering the Future”, da primeira-dama Melania Trump, antes do Gran
Matt Kaminsky/ZUMA Press Wire/dp / DPA

Scott Bessent afirma saber “quem está ajudando os iranianos” e antecipa que isso “vai acabar”, aludindo a futuras sanções

MADRI, 2 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta terça-feira que Washington tem um controle “quase total” do Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que afirmou que “não se importa nem um pouco” se Teerã assinar um acordo que, em sua opinião, “não vale nada para eles”.

“Gosto muito mais da nossa posição atual, com controle quase total do Estreito de Ormuz e a economia deles em pleno colapso. Eles simplesmente estão enfrentando o inevitável”, destacou o chefe da Casa Branca em uma mensagem nas redes sociais.

Na mesma publicação, o presidente negou estar “tentando forçar o Irã a sentar-se à mesa de negociações”, ao mesmo tempo em que questionou: “Quando o povo iraniano se levantará para lutar?”.

As declarações de Trump ocorrem em um dia em que o Exército dos Estados Unidos voltou a lançar ataques contra alvos da Guarda Revolucionária Islâmica iraniana em diversos pontos do país asiático, o que se segue a outra onda, no dia anterior, de bombardeios contra a ilha de Larek.

Mais especificamente, as autoridades iranianas denunciaram a morte de pelo menos quatro pessoas, entre elas um menor de idade, em consequência de um ataque perpetrado pelas tropas americanas contra a localidade de Kuhestak, no distrito de Sirik, na província de Hormozgan (sul), onde estava sendo realizado um casamento.

O FIM DOS LAÇOS ECONÔMICOS DO IRÃ COM O EXTERIOR

Referindo-se à “guerra econômica” contra o Irã, anunciada no final do mês de agosto pelo próprio Trump com o objetivo de asfixiar a economia iraniana e isolar o país internacionalmente, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, se pronunciou nesta terça-feira, ressaltando que Washington cortará “todos” os “laços econômicos” da República Islâmica “com o mundo exterior”.

“Seja começando pelos vizinhos do Golfo, muitos dos quais mantêm relações comerciais com eles, seja começando por países distantes que lhes alugam aeronaves, não vamos parar”, garantiu o alto funcionário em entrevista à emissora Newsmax.

Nela, Bessent se referiu à ameaça de sanções lançada nesta sexta-feira contra a filial do banco Misr, o segundo maior do Egito, nos Emirados Árabes Unidos, afirmando que suas filiais em Dubai “foram fechadas”, embora, no dia seguinte ao anúncio, a instituição bancária tenha se comprometido a prestar toda a cooperação possível ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Especificamente, o Tesouro considera que a instituição financeira é “um eixo financeiro fundamental para o regime” iraniano, uma vez que, entre janeiro de 2024 e junho de 2026, “processou aproximadamente 1,8 bilhão de dólares (1,55 bilhão de euros) para 103 empresas que poderiam fazer parte de redes bancárias paralelas iranianas”.

“Estamos tomando medidas todos os dias. É de se esperar que sancionemos outro banco”, antecipou ele, lembrando que “quando esses bancos são sancionados, ficam fora do mercado”, bem como “excluídos do sistema do dólar”.

Por fim, o alto funcionário norte-americano garantiu saber “quem está ajudando os iranianos” e acrescentou que isso “vai acabar” na esteira desse “golpe definitivo contra o regime (iraniano) após 47 anos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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