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MADRID 1 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou no domingo um novo memorando endurecendo a política cubana de Washington, em um documento que reafirma e amplia o bloqueio econômico a Cuba "e se opõe aos apelos das Nações Unidas para seu levantamento".
O Memorando Presidencial de Segurança Nacional (NSPM) afirma "restaurar e reforçar a forte política de Cuba do primeiro mandato de Trump", revertendo as medidas de "flexibilização" do ex-presidente Joe Biden, de acordo com o documento publicado pela Casa Branca.
Entre as medidas impostas está a proibição de "transações financeiras diretas ou indiretas com entidades controladas pelos militares cubanos, como o Grupo de Administración Empresarial S.A. (GAESA) e suas subsidiárias", com exceção daquelas que "promovam os objetivos da política dos EUA".
Por outro lado, a Casa Branca acusou o governo cubano de "abrigar fugitivos da justiça norte-americana e de não atender aos requisitos básicos de uma sociedade livre e justa" e solicitou "um relatório sobre os fugitivos da justiça norte-americana que vivem em Cuba ou são abrigados pelo governo cubano".
"O NSPM garante que o relacionamento entre os EUA e Cuba promova os interesses dos Estados Unidos e do povo cubano", diz o documento, segundo o qual Washington promoverá os direitos humanos e "um setor privado independente do controle do governo".
TRUMP ACUSA CUBA DE REPRIMIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A Casa Branca assegurou que o documento dá forma à promessa eleitoral de Trump de "apoiar o povo cubano em sua longa luta por justiça, liberdade e independência". Nesse sentido, um dos principais títulos do memorando é intitulado "promover uma Cuba estável, próspera e livre" e inclui acusações contra o governo comunista de repressão, detenções arbitrárias e "condições desumanas" de seus prisioneiros políticos.
"A violência e a intimidação contra os dissidentes ocorrem impunemente, enquanto as famílias dos presos políticos enfrentam represálias por sua defesa", enfatizou Washington, que destaca Havana por "assediar os crentes, bloquear a livre associação (...) e negar a liberdade de expressão", apontando em particular o acesso limitado à Internet e "a ausência de uma imprensa livre", áreas nas quais o NSPM também se propõe a defender em apoio à sociedade civil.
Além disso, o memorando também menciona a recente proibição de viagens a Cuba imposta pela administração Trump, uma medida pela qual Washington designou o país caribenho como um "patrocinador estatal do terrorismo" e na qual denunciou uma "falta de cooperação suficiente ou compartilhamento de informações de aplicação da lei com os Estados Unidos".
O Secretário de Estado, Marco Rubio, de ascendência cubana, se pronunciou sobre o NSPM na rede social X, na qual afirmou que "os Estados Unidos estão comprometidos com a promoção da liberdade e da prosperidade em Cuba".
"Que não haja dúvidas de que, sob a liderança do presidente Trump, responsabilizaremos o regime cubano ilegítimo e apoiaremos o povo cubano em sua busca por liberdade e justiça", disse o chefe da diplomacia norte-americana.
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