Marek Ladzinski / Zuma Press / Europa Press / Cont
MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira que não assinará o projeto de lei bipartidário sobre habitação aprovado pelo Congresso em “protesto” contra a recusa do Senado em endossar sua reforma eleitoral, que exige que os eleitores apresentem comprovante de cidadania para se cadastrarem no censo, mas que se baseia em suas acusações infundadas sobre fraude generalizada no sistema eleitoral.
“Não assinarei o projeto de lei sobre habitação, que foi aprovado na íntegra pelo Congresso e enviado à Casa Branca, em protesto contra o fato de o Senado dos Estados Unidos não ser capaz de aprovar a lei ‘Salve a América’, que conta com 97% de apoio nas pesquisas do Partido Republicano”, afirmou ele.
Vale ressaltar que esse novo pacote legislativo sobre habitação alcançou um amplo consenso entre democratas e republicanos em um Congresso altamente fragmentado. Com essa nova lei, pretende-se combater a grave crise de acessibilidade e escassez de moradia, incluindo o freio aos grandes fundos de investimento.
Embora votar sem ser cidadão americano seja proibido há três décadas, a proposta de reforma eleitoral de Trump altera a forma como se comprovaria a elegibilidade, com restrições mais rigorosas, incluindo a impossibilidade de comprovar a elegibilidade com a carteira de motorista ou outros documentos de identificação.
“A lei estabelece, simplesmente, que, para votar, é preciso apresentar um documento de identificação do eleitor com foto e comprovante de cidadania, e que não haverá mais cédulas de voto pelo correio fraudulentas, corruptas e desestabilizadoras”, protestou o presidente dos Estados Unidos em suas redes sociais.
“Não aprovar a lei ‘Salve a América’ é uma loucura”, afirmou ele, alertando os republicanos para que não permitam que “essa terrível calamidade” aconteça aos Estados Unidos. “O título de tolos voltará para os republicanos”, disse ele.
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