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MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se negou nesta terça-feira a tomar publicamente partido pela Ucrânia no contexto da invasão russa, afirmando que está "do lado da humanidade" e que seu objetivo é "acabar com as mortes" entre as partes.
"Não estou do lado de ninguém", disse ele quando perguntado pelos repórteres se estava do lado da Ucrânia, agora que o país ordenou a entrega de sistemas de defesa aérea Patriot e ameaçou a Rússia com tarifas se as negociações de cessar-fogo fracassarem em 50 dias.
"Você sabe de que lado estou? Do lado da humanidade. Quero acabar com a matança de milhares de pessoas toda semana. Quero acabar com a matança. Quero que a matança pare na guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Esse é o meu lado", explicou o ocupante da Casa Branca.
Ele também considerou que "se ao final dos 50 dias eles não chegarem a um acordo, será uma pena" e garantiu que, então, "as tarifas seguirão em frente, assim como outras sanções". "Mas veremos o que acontece com o presidente (russo) (Vladimir) Putin", acrescentou.
"Até agora, fiquei muito decepcionado com Putin. Terminei muitas guerras nos últimos três meses, mas não consegui terminar essa", disse ele, antes de argumentar que essa é uma guerra de seu antecessor, Joe Biden, "não uma guerra de Trump" e que o que ele está fazendo é "tentar sair dessa bagunça".
O presidente dos EUA criticou Putin em várias ocasiões nas últimas semanas por causa do aumento dos ataques russos em várias partes da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, apesar de seus esforços para tentar obter um cessar-fogo e ativar um processo de paz, mas essas tentativas não tiveram sucesso até agora.
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