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MADRID 6 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta segunda-feira em descartar a possibilidade de uma eleição na Venezuela no curto prazo, após a operação em que as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, evento após o qual o inquilino da Casa Branca declarou que é ele mesmo quem está no comando do país caribenho.
"Primeiro temos que consertar o país. Não se pode ter eleições. É impossível para as pessoas votarem", disse o magnata republicano em uma entrevista à NBC, na qual descartou o prazo de um mês sugerido em uma das perguntas: "Não, vai demorar um pouco". "Temos que cuidar do país até que ele se recupere", acrescentou.
Por outro lado, ele apontou o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Pete Hegseth, bem como seu assessor Stephen Miller, como membros proeminentes de um grupo com "diferentes conhecimentos" que supervisionará o papel de Washington na Venezuela. No entanto, ele respondeu à pergunta sobre quem é o responsável final pela administração dos EUA no país caribenho com um conciso "eu sou".
Suas palavras coincidem com a linha de argumentação que estabeleceu desde a intervenção contra Maduro, no âmbito da qual advertiu neste domingo que era ele mesmo quem "mandava" na Venezuela, em declarações à imprensa nas quais evitou abordar a possibilidade de forçar uma eleição ou a libertação dos presos políticos venezuelanos.
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