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Ele anuncia contatos iminentes com Putin, com quem tem "um diálogo muito bom", mas Moscou diz que não há "nenhuma novidade" sobre o assunto.
MADRID, 5 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que falará em breve com seu homólogo russo, Vladimir Putin, no contexto do conflito na Ucrânia, cuja solução, reconheceu, está se mostrando "mais difícil" do que ele imaginava.
"Eu farei isso. Temos um diálogo muito bom", declarou quando perguntado sobre uma conversa iminente com Putin, embora o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, tenha respondido em declarações divulgadas pela agência de notícias russa TASS, garantindo que "ainda não há notícias" a esse respeito.
O ocupante da Casa Branca também reconheceu que a guerra desencadeada como resultado da invasão russa na Ucrânia há mais de três anos "o que eu pensei que seria talvez uma das mais fáceis (...) acabou sendo um pouco mais difícil", depois de se gabar de ter "resolvido sete" conflitos.
Na quinta-feira, pelo menos 26 países da chamada Coalizão da Vontade prometeram ajuda concreta para uma futura força que garantirá "por terra, mar ou ar" a segurança da Ucrânia assim que um cessar-fogo for acordado, enquanto esperam, no entanto, que os Estados Unidos esclareçam "nos próximos dias" o quanto e de que forma estarão envolvidos nessa futura estrutura.
Autoridades russas disseram no início desta semana que Moscou e Washington já planejaram uma nova rodada de contatos, embora no nível do Ministério das Relações Exteriores, para tratar da guerra na Ucrânia.
Trump e Putin realizaram uma cúpula em 15 de agosto no estado americano do Alasca, mas a reunião terminou sem progresso significativo e diante das exigências do presidente ucraniano Volodymyr Zelenski de que qualquer plano de paz deve ter a participação e o apoio de Kiev.
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