MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou neste sábado se o Reino Unido iria intervir nas Ilhas Malvinas caso a situação voltasse a se agravar com a Argentina, em meio a um impasse com o presidente argentino, Javier Milei, ressaltando que, nesse caso, entrarão em contato com ele e que “provavelmente poderá resolver” a crise.
Em declarações feitas na Irlanda, para onde viajou neste sábado para uma visita de dois dias, principalmente para acompanhar um torneio de golfe, Trump destacou que a atual disputa pelo arquipélago no Atlântico Sul difere da guerra que ambos os países travaram em 1982.
“Acho que, naquela época, o Reino Unido era um país diferente. Eles entraram lá e assumiram o controle. Não tenho certeza se estão fazendo isso agora”, afirmou, observando que, atualmente, Londres tem “outros problemas com os quais precisa lidar” e fez alusão à imigração e à energia.
“Portanto, não sei se estarão dispostos a viajar tão longe”, afirmou, referindo-se à grande distância entre as ilhas britânicas e as Malvinas.
“Tenho certeza de que vão me chamar para intervir nesse possível desastre, mas, se o fizerem, provavelmente conseguirei resolvê-lo”, aventou-se a dizer sobre um eventual conflito entre Londres e Buenos Aires, após ressaltar que “neste momento há dois países que não estão satisfeitos em relação às Malvinas”.
O presidente da Argentina, Javier Milei, aliado firme de Trump, deu início a uma nova fase na disputa com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas ao anunciar sanções contra empresas e pessoas que promovam atividades petrolíferas nas proximidades das ilhas sem a permissão de Buenos Aires.
Essa questão trouxe de volta à tona a guerra de dez semanas travada em 1982 entre os dois países pelo controle da região, um conflito bélico que precipitou o fim das juntas militares argentinas e consolidou Margaret Thatcher como chefe do Executivo britânico.
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