Publicado 12/09/2026 07:54

Trump questiona a intervenção do Reino Unido nas Malvinas: “Eles vão me ligar e provavelmente eu conseguirei resolver isso”

12 de setembro de 2026, Irlanda, Dublin: O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro Micheal Martin se reúnem na Farmleigh House, durante a visita do presidente à Irlanda. Foto: Ben Birchall/PA Wire/dpa
Ben Birchall/PA Wire/dpa

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou neste sábado se o Reino Unido iria intervir nas Ilhas Malvinas caso a situação voltasse a se agravar com a Argentina, em meio a um impasse com o presidente argentino, Javier Milei, ressaltando que, nesse caso, entrarão em contato com ele e que “provavelmente poderá resolver” a crise.

Em declarações feitas na Irlanda, para onde viajou neste sábado para uma visita de dois dias, principalmente para acompanhar um torneio de golfe, Trump destacou que a atual disputa pelo arquipélago no Atlântico Sul difere da guerra que ambos os países travaram em 1982.

“Acho que, naquela época, o Reino Unido era um país diferente. Eles entraram lá e assumiram o controle. Não tenho certeza se estão fazendo isso agora”, afirmou, observando que, atualmente, Londres tem “outros problemas com os quais precisa lidar” e fez alusão à imigração e à energia.

“Portanto, não sei se estarão dispostos a viajar tão longe”, afirmou, referindo-se à grande distância entre as ilhas britânicas e as Malvinas.

“Tenho certeza de que vão me chamar para intervir nesse possível desastre, mas, se o fizerem, provavelmente conseguirei resolvê-lo”, aventou-se a dizer sobre um eventual conflito entre Londres e Buenos Aires, após ressaltar que “neste momento há dois países que não estão satisfeitos em relação às Malvinas”.

O presidente da Argentina, Javier Milei, aliado firme de Trump, deu início a uma nova fase na disputa com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas ao anunciar sanções contra empresas e pessoas que promovam atividades petrolíferas nas proximidades das ilhas sem a permissão de Buenos Aires.

Essa questão trouxe de volta à tona a guerra de dez semanas travada em 1982 entre os dois países pelo controle da região, um conflito bélico que precipitou o fim das juntas militares argentinas e consolidou Margaret Thatcher como chefe do Executivo britânico.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado