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MADRID, 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que deseja que seu país seja compensado pela “proteção” prestada à Arábia Saudita, aos Emirados Árabes Unidos, ao Catar, ao Bahrein, ao Kuwait e a Israel pela Marinha norte-americana no Oriente Médio, em referência aos ataques contra o Irã e ao bloqueio naval recentemente anunciado à República Islâmica no Estreito de Ormuz, do qual Washington, por meio do ocupante da Casa Branca, se autoproclamou “guardião”, embora horas antes tivesse proposto uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitam por essa passagem estratégica.
“Sim, quero uma compensação porque estamos protegendo uma região muito rica do mundo. Estamos gastando dinheiro, então o que fizemos foi garantir que seremos compensados por essa proteção”, declarou Trump do Salão Oval, onde assegurou que as forças americanas estão “protegendo” países aos quais está “ajudando”.
Especificamente, ele citou explicitamente “os cinco países”: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Catar, Bahrein e Kuwait, que enumerou de forma desordenada antes de observar que “há outros” e que, em conjunto, “se sairão muito bem”, embora nenhum deles tenha solicitado tal proteção nos últimos meses, preferindo se distanciar da campanha militar do governo Trump e apoiando, em maior ou menor grau, iniciativas diplomáticas.
“Acreditamos que seja adequado”, reiterou o morador da Casa Branca em relação à sua proposta de receber um reembolso por tal proteção.
Em seguida, o magnata republicano acrescentou Israel à lista de países da região que Washington estaria protegendo. “Estamos protegendo todos eles e temos feito um trabalho muito eficaz”, afirmou.
No entanto, Trump quis esclarecer que os Estados Unidos “não precisam” desses países, alegando ter “mais petróleo do que qualquer outro” e somando às suas reservas totais as da Venezuela, após a intervenção militar no início de 2026, na qual o Exército dos Estados Unidos capturou o presidente Nicolás Maduro — atualmente detido e sendo julgado em Nova York — e deu início a um plano para reativar a indústria petrolífera venezuelana sob o controle de Washington.
“Se somarmos a Venezuela, que tem sido incrível, que possui enormes quantidades de petróleo que controlamos (...), temos mais de 50% do abastecimento mundial”, destacou, antes de reiterar que Washington “não precisa” de seus parceiros no Oriente Médio a não ser “do ponto de vista de proteger aliados, etc., incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos”.
Trump defendeu, dessa forma, sua campanha militar intensificada contra o Irã e ampliou sua proposta, anunciada apenas algumas horas antes, de que Washington, como “guardião” do Estreito de Ormuz, cobre uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitarem por essa passagem.
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