Publicado 25/08/2026 21:30

Trump prorroga o embargo contra Cuba até setembro de 2027

Cuba vê a medida como uma prova da “intenção” de Washington de “sufocar” a “nação inteira”

24 de agosto de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, chega para proferir um discurso durante um evento sobre educação no Jardim das Rosas da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 24 de agosto de
Europa Press/Contacto/Will Oliver - Pool via CNP

MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando pelo qual prorroga o embargo imposto contra Cuba por mais um ano, ou seja, até setembro de 2027, alegando que a decisão atende ao “interesse nacional” dos Estados Unidos.

Essas medidas econômicas, comerciais e financeiras contra Havana estão previstas na Lei de Comércio com o Inimigo dos Estados Unidos, que data do ano de 1917. No entanto, as sanções contra a ilha tiveram início durante a presidência do 34º presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, na década de 1960.

Embora o documento oficial, consultado pela Europa Press, tenha sido divulgado nesta terça-feira, sua assinatura ocorreu no último dia 20 de agosto, decretando com isso a prorrogação do embargo até 14 de setembro de 2027.

UMA POLÍTICA “GENOCIDA” PARA “ASFIXIAR” O PAÍS

Da cúpula dirigente de Havana, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, se pronunciou, condenando “nos termos mais enérgicos” a referida prorrogação, afirmando que ela comprova que Washington “persiste em seu propósito” de “asfixiar” a nação “inteira”.

“Cuba condena nos termos mais enérgicos a prorrogação por mais um ano do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos, uma política genocida que se mantém contra nosso povo há mais de seis décadas”, afirmou o alto funcionário em uma mensagem nas redes sociais.

Na opinião do líder caribenho, essa prorrogação por parte da Casa Branca “não é um ato administrativo menor”, mas “a confirmação” de que Washington “persiste em seu propósito de asfixiar uma nação inteira” no que, denunciou ele, “é o momento mais cruel da ofensiva norte-americana contra Cuba nos últimos anos”.

Vale lembrar que as pressões dos Estados Unidos contra a ilha se intensificaram especialmente durante este último mandato de Donald Trump, na forma de sanções contra o próprio chefe do Executivo cubano, Miguel Díaz-Canel, ou seu antecessor no cargo, Raúl Castro.

Em relação ao bloqueio, Díaz-Canel se pronunciou nesta mesma semana, questionando por que os EUA bloqueiam o país se são “tão desajeitados, incapazes e ineficientes” e poderiam “cair” por conta própria. “Eles sabem que Cuba, mesmo sob bloqueio, conseguiu resolver problemas que ainda hoje não estão resolvidos nos Estados Unidos no que diz respeito à justiça social”, afirmou o presidente em entrevista ao jornal brasileiro ‘Folha’.

Nessa mesma entrevista, o líder caribenho afirmou que o país não está “à beira de um colapso”, mas “em uma situação complexa, porém com uma enorme criatividade que se soma à heróica capacidade de resistência do povo cubano”.

“Há apagões, mas nenhum apagão apagou a esperança do povo cubano. Há carências, mas nenhuma carência abalou a capacidade de crescer”, insistiu Díaz-Canel, defendendo a “capacidade de funcionar” de seu país, apesar da crise em que a ilha se encontra mergulhada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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