Europa Press/Contacto/Will Oliver - Pool via CNP
MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um memorando pelo qual prorroga o embargo imposto contra Cuba por mais um ano, ou seja, até setembro de 2027, alegando que a decisão atende ao “interesse nacional” dos Estados Unidos.
Essas medidas econômicas, comerciais e financeiras contra Havana estão previstas na Lei de Comércio com o Inimigo dos Estados Unidos, que data do ano de 1917. No entanto, as sanções contra a ilha tiveram início durante a presidência do 34º presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, na década de 1960.
Embora o documento oficial, consultado pela Europa Press, tenha sido divulgado nesta terça-feira, sua assinatura ocorreu no último dia 20 de agosto, decretando com isso a prorrogação do embargo até 14 de setembro de 2027.
UMA POLÍTICA “GENOCIDA” PARA “ASFIXIAR” O PAÍS
Da cúpula dirigente de Havana, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, se pronunciou, condenando “nos termos mais enérgicos” a referida prorrogação, afirmando que ela comprova que Washington “persiste em seu propósito” de “asfixiar” a nação “inteira”.
“Cuba condena nos termos mais enérgicos a prorrogação por mais um ano do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos, uma política genocida que se mantém contra nosso povo há mais de seis décadas”, afirmou o alto funcionário em uma mensagem nas redes sociais.
Na opinião do líder caribenho, essa prorrogação por parte da Casa Branca “não é um ato administrativo menor”, mas “a confirmação” de que Washington “persiste em seu propósito de asfixiar uma nação inteira” no que, denunciou ele, “é o momento mais cruel da ofensiva norte-americana contra Cuba nos últimos anos”.
Vale lembrar que as pressões dos Estados Unidos contra a ilha se intensificaram especialmente durante este último mandato de Donald Trump, na forma de sanções contra o próprio chefe do Executivo cubano, Miguel Díaz-Canel, ou seu antecessor no cargo, Raúl Castro.
Em relação ao bloqueio, Díaz-Canel se pronunciou nesta mesma semana, questionando por que os EUA bloqueiam o país se são “tão desajeitados, incapazes e ineficientes” e poderiam “cair” por conta própria. “Eles sabem que Cuba, mesmo sob bloqueio, conseguiu resolver problemas que ainda hoje não estão resolvidos nos Estados Unidos no que diz respeito à justiça social”, afirmou o presidente em entrevista ao jornal brasileiro ‘Folha’.
Nessa mesma entrevista, o líder caribenho afirmou que o país não está “à beira de um colapso”, mas “em uma situação complexa, porém com uma enorme criatividade que se soma à heróica capacidade de resistência do povo cubano”.
“Há apagões, mas nenhum apagão apagou a esperança do povo cubano. Há carências, mas nenhuma carência abalou a capacidade de crescer”, insistiu Díaz-Canel, defendendo a “capacidade de funcionar” de seu país, apesar da crise em que a ilha se encontra mergulhada.
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