MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu neste domingo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) terá um “futuro muito sombrio” se os aliados não colaborarem para reabrir o Estreito de Ormuz, enclave estratégico do comércio internacional de petróleo que se encontra bloqueado pelo Exército iraniano em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irã no passado dia 28 de fevereiro.
“É lógico que aqueles que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, afirmou o presidente norte-americano em entrevista ao jornal britânico ‘Financial Times’, na qual apontou a China e a Europa como especialmente dependentes do petróleo da região. Por tudo isso, ele garantiu que, “se não houver resposta” por parte deles ou se a resposta for “negativa”, o futuro da OTAN será “muito ruim”.
O inquilino da Casa Branca fez essas declarações pouco mais de um dia depois de ter instado países como China, Japão, França, Coreia do Sul ou Reino Unido a acompanhar navios americanos em uma missão naval internacional para desbloquear o estreito de Ormuz, situação que desencadeou uma escalada de preços, elevando o custo do barril de Brent, referência nos mercados europeus, para 106 dólares.
Observando que será interessante ver quais países ajudarão os Estados Unidos em uma tarefa “tão simples” como, segundo ele, é “manter o estreito aberto”, Trump observou que seu governo está em conversações com “cerca de sete países” para a referida missão naval internacional, ao mesmo tempo em que ressaltou que “se lembrará” se receberá ou não o apoio do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
Afirmando que a China “também deveria ajudar” a desbloquear o Estreito de Ormuz porque, segundo ele, “90% do petróleo que consome provém do estreito”, o líder norte-americano advertiu que poderia chegar a adiar a cúpula prevista com o presidente da China, Xi Jinping, caso Pequim não apoie os Estados Unidos nesse sentido.
Vale lembrar que o republicano tinha previsto iniciar no próximo dia 31 de março uma visita oficial de três dias à China, durante a qual manteria uma reunião com seu homólogo na gigante asiática, em um sinal de aproximação das relações, após meses de tensão devido à guerra de tarifas declarada no início do ano pelo presidente norte-americano.
Neste mesmo domingo, uma delegação de Pequim e outra de Washington mantiveram uma reunião em Paris sobre “questões econômicas e comerciais de interesse mútuo”, de acordo com um comunicado do Ministério do Comércio chinês, divulgado pela agência oficial de notícias chinesa Xinhua.
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