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MADRID 8 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira que planeja viajar ao Oriente Médio neste fim de semana, em meio a contatos indiretos entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para um possível acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, em linha com a proposta para o futuro apresentada na semana passada pelo inquilino da Casa Branca para o enclave palestino.
"Talvez eu vá até lá no final da semana, talvez no domingo, vamos ver (...) Provavelmente sairemos no domingo, talvez no sábado, talvez um pouco mais tarde do que no sábado à noite. Mas esse parece ser o nosso cronograma", disse o presidente dos EUA aos repórteres durante uma reunião de seu gabinete.
Trump garantiu que os Estados Unidos têm "uma grande equipe lá, excelentes negociadores" e reconheceu que "infelizmente também há excelentes negociadores do outro lado". "Mas há uma boa chance de que as negociações corram muito bem. Estamos negociando com o Hamas e com muitos outros países", disse ele.
Ele saudou o fato de que "praticamente todos" os países árabes e muçulmanos estão envolvidos nas negociações. "Isso nunca aconteceu antes. Nada parecido com isso aconteceu antes. E nossa negociação final, como vocês sabem, é com o Hamas", acrescentou. Por fim, ele considerou que a paz na região, que ele espera que "se torne uma realidade", está "muito próxima".
A proposta de Trump foi apoiada publicamente pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que, no entanto, esclareceu horas depois que não apoiará a criação de um Estado palestino e que as tropas israelenses permanecerão posicionadas "na maior parte" de Gaza, o que levantou dúvidas sobre a viabilidade da implementação do plano dos EUA.
A ofensiva israelense contra a Faixa, lançada após os ataques de 7 de outubro de 2023, deixou até agora cerca de 67.200 palestinos mortos, de acordo com as autoridades de Gaza controladas pelo Hamas, em meio a críticas internacionais às ações do exército israelense no enclave, especialmente sobre o bloqueio à entrega de ajuda humanitária.
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