MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na quinta-feira à Suprema Corte, em uma série de recursos de emergência, que lhe permita seguir adiante com a ordem executiva que busca acabar com a cidadania de nascença para filhos de migrantes, depois que vários tribunais inferiores a rejeitaram.
O governo Trump argumentou que esses tribunais foram "longe demais" ao emitir liminares em todo o país bloqueando sua política controversa e pediu aos juízes que limitassem o impacto de suas decisões aos indivíduos ou estados envolvidos no litígio.
"Essas liminares universais proíbem que uma ordem executiva (...) seja aplicada em qualquer lugar do país em relação a 'centenas de milhares' de indivíduos não especificados que 'não estão perante o tribunal ou identificados pelo tribunal'", criticou a procuradora-geral em exercício Sarah Harris.
Ao mesmo tempo em que se concentra nas ordens judiciais que até agora bloquearam a ordem executiva, em seus recursos de emergência o Departamento de Justiça solicitou ao tribunal superior que "pelo menos permitisse que ele emitisse orientações explicando como implementaria a política", de acordo com a rede de televisão americana CNN.
A ordem de Trump sobre a cidadania inata foi objeto de uma dúzia de ações judiciais em todo o país. O Departamento de Justiça entrou com um recurso de emergência na Suprema Corte depois que um tribunal de recursos também se recusou a suspender a suspensão.
A mais alta corte dos EUA tem repetidamente defendido o direito à cidadania inata, enquanto o Congresso também aprovou - mesmo antes da ratificação da Décima Quarta Emenda, em 1868 - uma lei federal que concede esse direito aos nascidos em solo americano.
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