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MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu à bancada do seu partido, o Republicano, no Senado que “acorde” de vista das próximas eleições legislativas de novembro, pois a possibilidade de perder ambas as câmaras do Congresso para os democratas é muito real, dada “a raiva” da população e a ausência de seu nome nas cédulas eleitorais.
As pesquisas indicam com bastante certeza que os republicanos perderiam, no mínimo, a Câmara dos Deputados e que os democratas poderiam até mesmo disputar o Senado — por mais improvável que pareça neste momento —, já que precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras.
Trump, no entanto, deu o alarme. Em uma entrevista publicada nesta sexta-feira pelo portal de notícias Punchbowl, especializado no acompanhamento de informações legislativas, o presidente dos Estados Unidos anunciou que colocará à disposição dos senadores sua estrutura financeira para tentar salvar a honra em novembro.
O presidente mostrou-se convencido de que a ausência de seu nome nas cédulas para as eleições legislativas certamente gerará uma onda de apatia entre o eleitor republicano médio. “Se eu não participar dessas próximas eleições, será que essas pessoas vão votar? Porque muitos estão muito irritados com os republicanos, para ser sincero. Com os republicanos, não comigo”, disse ele.
As críticas de Trump ao seu partido estão na ordem do dia. Nos últimos dias, por exemplo, o presidente criticou o fato de que seus próprios congressistas e senadores estão boicotando algumas de suas iniciativas, como a lei de reforma eleitoral ou a confirmação no cargo de seu procurador-geral interino, Todd Blanche.
Por enquanto, as senadoras republicanas Lisa Murkowski e Susan Collins declararam que não têm intenção de apoiar a confirmação de Blanche, ex-consultor jurídico de Trump, a quem consideram o rosto da “politização” do Departamento de Justiça.
“Se o Senado não acordar, posso acabar sendo o último presidente republicano”, alertou Trump. “Se os democratas conseguirem se impor, posso acabar sendo”, acrescentou o presidente.
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