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MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que ordenou a retomada dos voos diretos para o Líbano após uma suspensão de cerca de 40 anos e depois de se reunir na Casa Branca com seu homólogo libanês, Joseph Aoun.
“Após me reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que tem realizado um trabalho extraordinário para transformar seu país, ordenei ao meu governo que permita que todas as companhias aéreas americanas voem diretamente para o Líbano, para que os americanos possam visitar facilmente essa bela terra”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.
Trump expressou o desejo de que “outros países façam o mesmo”. O anúncio ocorre logo após ele ter se reunido com Aoun no Salão Oval, onde seu homólogo libanês pediu que ele continuasse apoiando o Exército no âmbito das operações de implantação nas zonas-piloto, em virtude do acordo entre o Líbano e Israel, facilitado pelos Estados Unidos.
Os voos diretos entre os Estados Unidos e o Líbano foram suspensos em 1985, durante o mandato do presidente Ronald Reagan, após o sequestro do voo 847 da Trans World Airline, um incidente no qual membros ligados ao partidomilícia xiita Hezbollah assumiram o controle de um avião que fazia a rota entre o Cairo e San Diego.
Os sequestradores exigiram a libertação de um total de 766 prisioneiros sob custódia israelense e fizeram o avião voar repetidamente em direção à capital libanesa, Beirute, e à capital argelina, Argel. O sequestro, que se prolongou por 17 dias, resultou na morte de um mergulhador militar norte-americano, cujo corpo foi jogado na pista do aeroporto de Beirute.
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