Publicado 11/01/2026 11:22

Trump nomeará os membros do Conselho de Paz para Gaza nos próximos dias

Archivo - Arquivo - O presidente dos EUA, Donald Trump
Yuri Gripas - Pool via CNP / Zuma Press / Contacto

O Conselho se reunirá pela primeira vez na terceira semana de janeiro, em Davos MADRID 11 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá nomear nos próximos dias os membros do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza previsto no plano de paz, e o órgão se reunirá pela primeira vez em Davos, na Suíça, coincidindo com a reunião do Fórum Econômico Mundial que será realizada entre 19 e 23 de janeiro, segundo adiantou um dos negociadores de Trump, o palestino-americano Bishara Bahbá. “Está previsto que o Conselho de Paz para Gaza seja anunciado durante a próxima semana e a primeira reunião oficial terá lugar à margem de Davos, na terceira semana deste mês”, afirmou Bahbá num comunicado oficial.

Bahbá foi um dos enviados de Trump que negociou com o Movimento de Resistência Islâmica para fechar o acordo que incluiu o cessar-fogo que entrou em vigor no último dia 10 de outubro. O Conselho de Paz será formado por outros chefes de Estado e de governo sob a presidência do próprio Trump, de acordo com o plano de paz de 20 pontos acordado entre as partes por proposta de Washington.

Uma vez constituído o Conselho de Paz, será formado um governo para substituir o executivo do Hamas em Gaza — a Comissão Administrativa Palestina —, será enviada uma força de manutenção da paz e serão abertas as portas para investimentos e fundos para a reconstrução do enclave palestino.

Até o momento, só se conhece um dos membros do Conselho, o diplomata búlgaro Nicolai Mladenov, que exercerá o cargo de diretor executivo do Conselho de Paz. Mladenov se reuniu na última quinta-feira em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e na sexta-feira com o vice-presidente da Autoridade Palestina, Husein al Sheij.

O diplomata foi ministro das Relações Exteriores e da Defesa da Bulgária e foi enviado especial da ONU para as negociações de paz no Oriente Médio de 2015 a 2020. Anteriormente, atuou como representante especial da ONU para sua missão de assistência no Iraque, a UNAMI. Seu nome apareceu no escândalo dos Papéis de Pandora como proprietário beneficiário de uma empresa offshore chamada Afron Enterprises no paraíso fiscal das Seychelles. Mladenov negou as acusações e disse que fundou a empresa para desenvolver uma prática de consultoria que nunca operou devido à sua participação na ONU. Como diretor executivo do Conselho, ele será responsável por gerenciar a situação e informar Trump sobre o desenrolar dos acontecimentos. Vale lembrar que seu órgão operará sob o mandato da Resolução 2803 da ONU, que também estabelece o envio da chamada Força Internacional de Estabilização, ainda em preparação, e a criação da Comissão Administrativa Palestina, um “governo interino” de tecnocratas palestinos que responderão ao conselho internacional.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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