Publicado 09/04/2026 01:31

Trump nega a autenticidade da proposta divulgada pelo Irã como tendo sido aceita pelos EUA para negociação

6 de abril de 2026, \%G: (NOVO) Coletiva de imprensa com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. 6 de abril de 2026, Washington, D.C., Maryland, EUA: O presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, realizou uma coletiva de imprensa na Sala d
Kyle Mazza, Kyle Mazza / Zuma Press / ContactoPhot

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira como "boato" os dez pontos da proposta do Irã para negociar o fim da guerra com Washington, sobre os quais a mídia tem noticiado, apesar de se basearem em um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano.

“Os dez pontos eram uma farsa”, declarou nas redes sociais o morador da Casa Branca, que atacou especificamente o “decadente ‘The New York Times’ e a rede de notícias falsas CNN” por informarem sobre tal decálogo, elaborado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e divulgado pelas principais agências do país asiático.

Segundo o magnata republicano, o objetivo dessa proposta “era desacreditar as pessoas envolvidas no processo de paz”, em linha com as declarações nas quais, nas últimas 24 horas, ele tentou dissociar as dez condições divulgadas pelas autoridades iranianas da proposta de dez pontos que ele próprio avaliou como “base viável para negociar”.

Suas palavras vêm depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que Washington recebeu um primeiro decálogo “que provavelmente foi redigido pelo ChatGPT” e que “foi rejeitado imediatamente”, além de uma segunda proposta de dez pontos “muito mais razoável (...) à qual o presidente Trump na véspera, após o que o próprio “número dois” do inquilino da Casa Branca viu nas redes sociais, segundo ele, um terceiro decálogo “ainda mais radical” que o primeiro e apresentado por “pouco mais do que um zé-ninguém no Irã”.

Na mesma linha, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou pouco antes de Vance que “a ideia de que o presidente Trump aceitasse alguma vez uma lista de exigências iranianas é completamente absurda”, garantindo que a proposta enviada por Teerã a Washington e aceita por esta como base para negociar era “mais razoável, completamente diferente e condensada”.

No entanto, o documento descartado como falso pelo Executivo americano provém do Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã, órgão consultivo do Líder Supremo iraniano, Mojtaba Jamenei, composto por figuras como o presidente do país, o presidente do Parlamento, o chefe do Poder Judiciário e os responsáveis por diferentes ramos das Forças Armadas, além dos ministros das Relações Exteriores, do Interior e da Inteligência.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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