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MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “rotineira” a visita do diretor da CIA, John Ratcliffe, à capital da Rússia, Moscou, em uma visita surpresa que ocorre em meio às tensões de Washington com o Irã e às negociações de paz pela Ucrânia completamente paralisadas.
“Ele está lá e isso é algo quase rotineiro: odeio decepcionar as pessoas. Gostaríamos de ver o fim da guerra na Ucrânia; é uma guerra que nunca teria começado se eu fosse presidente”, afirmou durante uma entrevista com o apresentador de rádio conservador Glenn Beck.
O magnata republicano negou que Ratcliffe tenha viajado a Moscou para lançar uma advertência direta ao Kremlin sobre os limites innegociáveis da OTAN, especialmente diante de uma eventual agressão ou desestabilização direta, uma teoria que ganhou força à luz da viagem que o então diretor da CIA, William Burns, realizou à Rússia alguns meses antes do início da invasão russa da Ucrânia.
Da mesma forma, Trump descartou que o chefe da CIA esteja em Moscou para alertar a Rússia sobre os possíveis riscos que ela correria caso ajudasse o Irã a contornar as novas sanções. “Não é nenhuma das opções anteriores”, disse ele durante a entrevista.
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, confirmou ontem que Ratcliffe não tinha agendada uma reunião com o presidente russo, Vladimir Putin. “Tudo o que posso dizer é que houve contatos por meio dos serviços de inteligência”, afirmou.
Sua viagem ocorre apenas um dia depois de o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ter anunciado uma série de sanções contra Teerã e em um contexto de paralisação das negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.
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