Europa Press/Contacto/Joey Sussman
MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exortou nesta terça-feira o governo do Irã a “mostrar humanidade” em meio à onda de protestos que já causou mais de 1.800 mortos, de acordo com o último balanço da ONG Human Rights Activists (HRA), e reiterou que "em breve" receberá um relatório sobre a situação, com vista a decidir se intervém militarmente no país centro-asiático, extremo com o qual tem vindo a ameaçar Teerã nos últimos dias.
“A mensagem é que eles têm que mostrar humanidade”, disse ele em declarações à imprensa na base aérea de Saint Andrew, em Maryland, dirigindo-se às autoridades iranianas, que “têm um grande problema”.
O inquilino da Casa Branca reiterou que “espero que não vão matar pessoas e em breve terei um relatório”, antes de afirmar que o Executivo iraniano “se comportou muito mal, mas isso não está confirmado”.
Quando questionado sobre as declarações de Teerã prometendo retaliação em caso de ataque por parte do Exército americano, o presidente dos Estados Unidos se gabou ao afirmar que “o Irã disse isso da última vez que eu os destruí com a capacidade nuclear que eles já não têm”, aludindo aos bombardeios contra instalações nucleares iranianas por parte de Washington em junho de 2025.
Por outro lado, em entrevista concedida nesta terça-feira à rede de televisão americana CBS, Trump afirmou que seu “objetivo final (no Irã) é vencer”. “Gosto de vencer”, declarou, antes de citar como exemplos a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro; a morte do líder e fundador do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, em uma incursão na Síria em 2019; e o assassinato, um ano depois, do general iraniano Qassem Soleimani, em um ataque americano em Bagdá.
“Não queremos ver o que está acontecendo no Irã. Se eles querem protestar, isso é uma coisa, mas quando começam a matar milhares de pessoas (...) vamos ver como isso vai acabar. Não vai acabar bem”, declarou.
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