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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ignorou a crítica sem precedentes do presidente da Suprema Corte, o conservador John Roberts, e voltou a acusar o juiz federal que tentou bloquear a deportação para El Salvador de membros das gangues Tren de Aragua e Mara Salvatrucha.
"Se um presidente não tem o direito de remover assassinos e outros criminosos do país porque um juiz lunático de esquerda radical quer agir como presidente, nosso país tem sérios problemas e está fadado ao fracasso", disse Trump em sua rede Social Truth.
Sem nomeá-lo, o presidente questionou mais uma vez o trabalho do juiz James Boasberg, que tentou impedir uma deportação em massa para a qual Trump invocou uma lei do século 18 que lhe dá poderes especiais em tempos de guerra para expulsar certas nacionalidades.
Trump pediu abertamente o impeachment de Boasberg, o que levou o presidente da Suprema Corte a ressaltar que o impeachment "não é uma resposta apropriada a um desacordo sobre uma decisão judicial". "O processo normal de revisão de apelação existe para esse fim", disse Roberts, nomeado em 2005 pelo ex-presidente George W. Bush, em um comunicado.
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