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Ele ressalta que “a OTAN seria muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos EUA”. MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta quarta-feira que o controle da Groenlândia por Washington “é vital para a ‘Cúpula Dourada’” que o país norte-americano está construindo, um escudo antimísseis semelhante à “Cúpula de Ferro” que Israel possui e que foi revelado pela Casa Branca em maio de 2025.
“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia como parte de sua segurança nacional”, indicou em uma mensagem nas redes sociais, onde enfatizou que “a OTAN seria muito mais formidável e eficaz com a Groenlândia nas mãos dos Estados Unidos”, apesar de a ilha ser parte soberana da Dinamarca, já membro da Aliança.
Assim, ele ressaltou que “a OTAN deveria liderar o caminho” para que os Estados Unidos anexassem o território e enfatizou que, se isso não acontecer, “a Rússia ou a China o farão, algo que não vai acontecer”.
“Militarmente, sem o enorme poder dos Estados Unidos, grande parte do qual eu levantei durante meu primeiro mandato e que agora estou levando a um nível novo e ainda mais alto, a OTAN não seria uma força eficaz ou dissuasória. Nem de longe”, argumentou. “Eles sabem disso e eu também”, acrescentou.
Por isso, o inquilino da Casa Branca afirmou que uma solução que não implique a anexação da Groenlândia pelos Estados Unidos “é inaceitável”, diante da rejeição das autoridades da ilha e da Dinamarca de que o país norte-americano assuma o controle efetivo do território, apesar das repetidas ameaças de Trump.
Apenas algumas horas antes, o próprio Trump rejeitou as declarações do primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, depois de este ter reiterado que a ilha quer continuar sob a soberania da Dinamarca, e afirmou que essa posição “vai ser um grande problema para ele”. “Não sei quem ele é nem sei nada sobre ele, mas isso vai ser um grande problema para ele”, salientou.
Nielsen destacou na terça-feira, em uma coletiva de imprensa com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que a Groenlândia deseja permanecer dentro da “Dinamarca, da União Europeia (UE) e da OTAN”. “Este não é o momento de divisões e discussões, é o momento de permanecermos unidos e continuarmos construindo com base na comunidade que já temos”, argumentou.
O primeiro-ministro da Groenlândia também lamentou as ameaças “inaceitáveis” de Trump contra a ilha e reconheceu que se trata de “uma crise geopolítica”. “A Groenlândia espera que o diálogo flua com respeito e sempre levando em consideração a posição constitucional da Groenlândia, bem como o Direito Internacional e o direito da população à autodeterminação”, concluiu.
Estas declarações surgem horas antes da reunião na Casa Branca entre a Dinamarca, a Groenlândia e os Estados Unidos, que contará com a participação do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, além do secretário de Estado, Marco Rubio. Pelo lado da Dinamarca, estarão presentes na reunião o ministro das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, e a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt. O objetivo do encontro é poder abordar “cara a cara” as pretensões americanas de assumir o controle da ilha ártica, afirmou o ministro dinamarquês.
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