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Cuba repudia as novas sanções dos EUA e adverte: "Não vão nos intimidar"
MADRID, 1 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira uma nova ordem executiva que amplia as sanções contra o governo de Cuba, seus colaboradores e entidades financeiras que tenham facilitado transações com outras pessoas e entidades sujeitas a restrições anteriores.
Assim, elas visam pessoas ou entidades que apoiem o aparato de segurança, ou “sejam cúmplices de corrupção” e de “graves violações dos Direitos Humanos”, informou a Casa Branca, que não especifica quem são os alvos dessas sanções.
Trata-se de um novo ataque do presidente Trump às autoridades da ilha, à qual ele vem submetendo nos últimos meses a um estrangulamento econômico e energético, com o objetivo declarado de colocar o governo em xeque, animado pelo sucesso da operação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, detido no início do ano em Caracas e agora preso à espera de julgamento por tráfico de drogas.
Trump não escondeu seu desejo de que Cuba seja a próxima a cair, declarando que seria uma verdadeira “honra” para ele ser o presidente dos Estados Unidos que conseguisse isso. “Depois de 50 anos, isso seria a cereja do bolo”, chegou a dizer.
A Casa Branca justifica essas novas represálias pela “influência nefasta” que a pequena ilha exerce sobre a segurança nacional dos Estados Unidos, por exemplo, ao abrigar operações de inteligência de países estrangeiros inimigos de Washington, bem como por seus laços estreitos com “patrocinadores do terrorismo”, entre eles o governo do Irã ou o grupo xiita libanês Hezbollah.
“O regime persegue e tortura opositores políticos, nega aos seus cidadãos o direito à liberdade de expressão e difunde ativamente a ideologia comunista por toda a região, ao mesmo tempo em que reprime sua população”, justificou.
Os Estados Unidos impuseram, no início do ano, novas sanções a Cuba e ameaçaram com tarifas os países que enviassem combustível para a ilha, levando o México, por exemplo, a cortar o fornecimento, após a escassez provocada pelo bloqueio do petróleo venezuelano, já administrado por Washington.
CUBA REPUDIA AS MEDIDAS COERCITIVAS DOS EUA
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, rejeitou essas novas medidas coercitivas, que ele relaciona com uma resposta dos Estados Unidos às manifestações na ilha por ocasião do Dia do Trabalho.
“Repreensível, mas curioso e ridículo. O governo dos Estados Unidos se alarma e responde com novas medidas coercitivas unilaterais, ilegais e abusivas contra Cuba, ao desfile de mais de meio milhão de cubanos em Havana pelo 1º de maio”, escreveu o chefe da diplomacia cubana em suas redes sociais.
Rodríguez publicou imagens e vídeos dessas mobilizações, que foram lideradas pelo ex-líder do governo de Cuba entre 2011 e 2021, Raúl Castro, e pelo atual presidente, Miguel Díaz-Canel.
“A pátria, a revolução e o socialismo são defendidos com ideias e com armas. Não vão nos intimidar”, enfatizou o ministro das Relações Exteriores, destacando também que 81% da população da ilha assinou a carta de denúncia contra o bloqueio, o cerco energético e as ameaças militares dos Estados Unidos.
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