Europa Press/Contacto/Kenneth Martin
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva para forçar todas as universidades que recebem fundos federais a fornecer todos os dados de admissão com o objetivo de detectar possíveis casos de ação afirmativa com base na raça, uma prática proibida pela Suprema Corte em uma decisão histórica em 2023.
Trump argumenta em sua ordem que, embora a Suprema Corte tenha entendido que favorecer estudantes por razões de natureza racial violava os direitos civis, a falta de dados continua a levantar dúvidas sobre a erradicação dessa prática, por isso ele considera "essencial" que haja "maior transparência" e, assim, exponha "práticas ilegais" suscetíveis de derivar em "hierarquias raciais".
"Os estudantes e os contribuintes dos Estados Unidos devem poder confiar na justiça e na integridade das instituições de ensino superior, incluindo o fato de que elas estão matriculando e treinando futuros médicos, engenheiros, cientistas e outros trabalhadores vitais para a prosperidade das futuras gerações que são capazes", diz o texto divulgado pela Casa Branca.
O presidente, que acredita que a introdução da raça na matrícula "não é apenas injusta, mas ameaça a segurança e o bem-estar nacional", instruiu o Departamento de Educação a examinar o sistema atual de coleta de estatísticas e facilitar a consulta.
Implícita na medida está uma ameaça de reter o financiamento das universidades que não cumprirem a medida, algo que Trump já fez em outros casos. O presidente já ordenou o cancelamento da ajuda à Universidade de Harvard por motivos políticos.
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