MADRID, 5 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou ontem à noite as comemorações do 250º aniversário do país com um discurso no National Mall, em Washington, D.C., no qual reiterou mais uma vez os temas que marcaram suas diatribes dos últimos dias, durante os preparativos para esses eventos: o comunismo, insistiu ontem à noite, é um “câncer” para o “império da liberdade” que o presidente defende.
Apesar das ameaças de chuva e tempestades, Trump acabou falando por 45 diante da multidão reunida na capital americana; um discurso curto para seus padrões, no qual repetiu sua condenação implacável contra o comunismo, já proferida na véspera diante do Monte Rushmore, na Dakota do Sul.
“Com 250 anos, podemos ser a república constitucional mais antiga do mundo, mas nosso país está apenas começando, porque o melhor ainda está por vir”, afirmou Trump. “E a bandeira das estrelas e listras acabou jogando no esquecimento a foice e o martelo. Fizeram isso no passado e faremos novamente, se for necessário.”
Ao longo de sua participação, Trump também se dedicou a homenagear os veteranos de combate e levou ao palco militares aposentados, como Arthur Rose, veterano da Marinha de 107 anos e sobrevivente do Desembarque da Normandia, ou o capitão Ken Schubring, um dos últimos sobreviventes do ataque a Pearl Harbor.
O presidente também abordou questões de política interna, assim como fez no Monte Rushmore: para a execução bem-sucedida de seus planos para o futuro, é preciso aprovar sua contestada reforma do registro eleitoral. “Hoje nosso país está vencendo novamente, e estamos vencendo como nunca antes. Os Estados Unidos estão de volta, e queremos manter os Estados Unidos grandes, e faremos isso aprovando a Lei SAVE America, o que significa que todos os eleitores devem apresentar um documento de identificação eleitoral, uma coisinha chamada comprovante de cidadania”, afirmou Trump sobre a legislação que enfrenta uma dura batalha no Capitólio.
Trump, antes de dar início ao grande espetáculo de fogos de artifício que encerrou o evento, deixou bem claro que ele é o porta-bandeira de um “amanhecer da era de ouro da América” e que esses 250 anos de existência são apenas o começo. “Pelo nosso país, pelos nossos filhos e pela causa da liberdade, vamos levar nosso país a novos patamares, a patamares nunca antes alcançados. Vamos torná-lo maior, melhor, mais forte e vamos amá-lo ainda mais”, afirmou.
As comemorações foram afetadas neste sábado pela combinação de fortes tempestades elétricas e uma intensa onda de calor, o que obrigou à evacuação de locais, ao adiamento de eventos oficiais e à suspensão temporária de atividades em várias cidades do país, entre elas Washington, Boston e Filadélfia.
O Corpo de Bombeiros e Serviços Médicos de Emergência da cidade de Washington prestou atendimento a 51 pessoas por problemas de saúde relacionados ao calor durante a celebração Freedom 250 (organizada pela Casa Branca, paralelamente aos eventos bipartidários America 250) e na área circundante no sábado, das quais 12 foram encaminhadas a um hospital, conforme informou o Centro de Informações Conjuntas do Evento Nacional de Segurança Especial.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático