Europa Press/Contacto/Will Oliver - Pool via CNP
MADRID 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Congresso o acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita anunciado em 23 de julho e voltou a enfatizar que o acordo está condicionado à adesão de Riade aos Acordos de Abraão, pactos mediados por Washington para normalizar as relações entre Israel e vários países árabes, entre os quais os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein.
O documento, elaborado principalmente pelo Departamento de Energia, foi encaminhado ao Congresso nesta segunda-feira, conforme informou uma funcionária do governo Trump à Europa Press, que enquadrou a medida no disposto pela Lei de Energia Atômica.
Além disso, a responsável garantiu que “a posição do presidente não mudou no sentido de que o acordo só seguirá adiante se a Arábia Saudita aderir aos Acordos de Abraão”, uma posição que o ocupante da Casa Branca já havia manifestado no dia seguinte ao anúncio do compromisso pelo secretário de Energia, Chris Wright.
Na ocasião, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, destacou o “avanço histórico” para a paz no Oriente Médio que representaria a adesão da Arábia Saudita à iniciativa diplomática impulsionada por Washington.
Os Acordos de Abraão referem-se aos pactos de normalização das relações entre Israel, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão — embora este último ainda não os tenha ratificado. Todos esses acordos se somaram, durante o primeiro mandato de Trump, aos acordos de paz que Israel já havia assinado com outros países árabes, como a Jordânia ou o Egito.
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