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A Rússia defende seu novo míssil de propulsão nuclear e enfatiza que está "trabalhando consistentemente para garantir sua segurança".
MADRID, 27 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira a Rússia pelo teste de lançamento de um novo míssil de propulsão nuclear e ressaltou que seu homólogo russo, Vladimir Putin, deveria trabalhar para acabar com a guerra na Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022, em vez de prosseguir com esse tipo de ação.
"Eles deveriam pôr um fim à guerra, uma guerra que deveria ter durado uma semana e agora está perto de entrar em um quarto ano. Isso é o que eles deveriam fazer, em vez de testes de mísseis", disse Trump a bordo do Air Force One a caminho do Japão vindo da Malásia como parte de sua turnê diplomática pela Ásia. "Não acho que seja apropriado que Putin diga isso, na verdade", acrescentou, em aparente referência ao teste.
Ele também enfatizou que a Rússia "não está brincando" com os Estados Unidos. "Também não estamos brincando com eles", disse ele, antes de ressaltar que os EUA "testam mísseis o tempo todo". Ele também ressaltou que Washington "tem um submarino nuclear, o melhor do mundo, ao largo de sua costa (da Rússia), portanto não há necessidade de viajar 8.000 milhas", em referência ao alcance do novo míssil russo, o 'Burevestnik'.
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a reação de Trump "representa o ponto de vista do chefe de Estado dos EUA, o que é importante", embora ele tenha insistido que "a Rússia trabalha consistentemente para garantir sua própria segurança".
"O desenvolvimento de novos sistemas de armas, incluindo o sistema mencionado acima (referindo-se ao 'Burevestnik'), está alinhado com esse objetivo", disse ele, de acordo com a agência de notícias russa TASS. "Garantir a segurança de nosso país é uma questão vital, especialmente em face da atitude belicista que vemos principalmente entre os europeus", argumentou ele.
"Os europeus estão em um estado de histeria interna, russofobia, agressividade e beligerância. Nesse contexto, a Rússia deve fazer todo o possível para garantir sua própria segurança", reiterou, ao mesmo tempo em que descartou que o teste desse novo míssil prejudicaria as relações com os Estados Unidos, já que elas estão "em níveis mínimos".
Peskov enfatizou que "não há nada que possa ou deva prejudicar as relações entre Moscou e Washington, especialmente porque elas estão em um nível mínimo". "Até agora, apenas os primeiros esforços tímidos surgiram para tirar essas relações de seu estado de letargia", reiterou o porta-voz do Kremlin.
O presidente russo anunciou no domingo o teste bem-sucedido desse novo míssil, capaz de percorrer uma distância mínima de 14.000 quilômetros, ao mesmo tempo em que descreveu o "Burevestnik" como "um produto único, diferente de qualquer outro no mundo".
O teste foi realizado em 21 de outubro, de acordo com o Chefe do Estado-Maior do Exército Russo, General Valeri Gerasimov, que disse que o míssil voou por 15 horas. Nesse sentido, ele enfatizou que o míssil é capaz de ultrapassar as redes de defesa aérea antimísseis.
Putin anunciou o início do desenvolvimento do míssil em 2018 durante seu discurso anual sobre o Estado da Nação. Na ocasião, ele descreveu o míssil como "um míssil de cruzeiro de baixa visibilidade e baixo voo, armado com uma ogiva nuclear e possuindo alcance praticamente ilimitado, uma trajetória de voo imprevisível".
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